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Entrevista a Manuel Violas - É fundamental existirem campos públicos

Entrevista a Manuel Violas - É fundamental existirem campos públicos

Publicado em 8 de Junho de 2011 às 23:00

O Grupo Solverde é um exemplo a seguir de como a iniciativa privada pode contribuir para um crescimento equilibrado da modalidade em Portugal. É liderado pelo Dr. Manuel Violas, um empresário de sucesso que gere os destinos das empresas criadas pelo pai, que iniciou os negócios com a criação da Corfi, fábrica têxtil de produção de fios em 1943. Hoje, o património da família Violas abarca áreas como a cordoaria, o jogo, hotelaria, imobiliário, além de participações de referência no BPI e na Unicer.

Sob orientação do Dr. Manuel Violas, o grupo cresceu, saiu de Espinho e alargou a sua presença no país e no mundo e continua a crescer: dois campos de golfe previstos para o Algarve, um novo casino em Chaves fruto de um concurso público, bem como um investimento significativo em Fortaleza, Brasil, são exemplos do crescimento do grupo.

Sabe-se pouco mais deste empresário, que pauta a sua acção pela descrição, para além da sua paixão pelo golfe. Neste contexto, foi criado o circuito Casinos Solverde que já vai na sua 9ª edição. É uma iniciativa que reúne de norte a sul do país um alargado número de golfistas, proporcionando salutares convívios num ambiente de descontracção e amizade tão característico nos torneios Solverde.

Sempre te vimos como um desportista nato. Como começou a tua relação com o desporto?

Manuel ViolasComeçou desde miúdo. Começou por estragar os sapatos nos intervalos no liceu e ouvir uns raspanetes em casa por chegar sempre com os sapatos estragados, depois começou por acaso, no liceu, com o andebol e aí tive uma ligação relativamente forte com o andebol a qual gostei bastante, como guarda-redes. Essa experiência fez com que depois passasse a guarda-redes de futebol. Cá em Portugal, joguei muito, mas nunca joguei filiado num clube porque tinha uma oposição forte do meu pai, na altura, mas o facto de ter ido primeiro para Espanha e posteriormente para a Suíça fez com que a minha relação com o desporto fosse um pouco mais facilitada. Em Espanha ainda não porque tinha menos de 18 anos e tinha que ter uma autorização do meu pai para jogar e é engraçado, pois tive um convite para ir para o Atlético Madrid, e nesse mesmo dia em que pedi autorização ao meu pai para lá jogar ele enviou-me directamente estudar para a Suíça. E ainda bem, porque senão a esta hora não estava aqui, certamente. Na Suíça, joguei no Friburgo como semi-amador – só recebia prémios quando jogava –, felizmente jogava bastantes vezes e era um pé-de-meia que me dava muito jeito (risos). Lá não pratiquei só futebol, joguei voleibol, esqui, squash, ténis, enfim…tudo o que tivesse uma bola eu estava envolvido. Dessas experiências, o esqui é a única que eu ainda hoje estou ligado. O golfe veio mais tarde, bastante mais tarde, e não veio mais cedo por causa de um episódio muito engraçado, que te posso contar: Não sei a idade exacta, devia ter 10/12 anos e o meu pai levou-me uma vez ao golfe com ele e em vez de me entregar ao profissional da altura, aconteceu que foi ele próprio que me deu umas dicas num tee de saída no meio do campo. Pôs-me a bola, ainda eram aqueles tees de plásticos que estavam amarrados por um cordel, e a bola ficou no sítio mas a cara dele… acertei-lhe em cheio. Fiz o backswing, ele estava atrás de mim e acertei-lhe em cheio, o meu pai virou completamente. Pensei “ isto não é para mim! “, e só perto dos 40 e que comecei a jogar novamente e tenho assim vindo a recuperar o tempo perdido.

Depois dos estudos, de volta a Portugal, surge o Sp. Espinho. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência muito positiva, mesmo em termos profissionais. Tinha acabado de casar, estava com 27 anos e por uma razão ou outra S.C.Espinho estava quase na banca rota e o meu pai a querer ajudar o clube, colocou-me à frente do futebol. Foi uma experiência óptima em que quase que descíamos para a 3ª Divisão nesse primeiro ano. Lembro-me que nos primeiros 15 dias tivemos que pagar 75 mil contos para se poder inscrever jogadores. Atenção que estamos a falar de 75 mil contos em 1986 e a partir daí foi fantástico. Subimos da 2ª Divisão para a 1ªDivisão, ficamos em 5º lugar na 1ª Divisão, o melhor da história do clube e por aí se acabou o meu trajecto.

Nos anos em que presidiste o clube, foi escrita uma das mais, senão a mais bonita página da história do clube. Ao olhar para trás o que sentes mais: alívio, saudade ou nostalgia?

Alívio (risos) …

Depois do futebol, abraçaste definitivamente a vida empresarial com sucesso. O dever está cumprido ou ainda há mais a fazer?

A sensação de dever cumprido na vida empresarial nunca acaba. Há sempre muita coisa para fazer e espero que ainda mais se possa fazer.

Falemos de Golfe. A tua opinião sobe o golfe alterou-se? Costuma dizer-se que o golfe é um desporto para “velhos”. Achas que isso é verdade ou é um mito?

Circuito SolverdeSim, alterou-se completamente do meu ponto de vista. Acho que é um desporto fantástico e só tenho pena de não ter começado a jogar mais cedo. É um desporto que quanto mais cedo começarmos, melhor é, pois os movimentos, para quem começa muito tarde, são um pouco contra natura. Toda a gente diz que é fácil mas não é porque não estamos habituados àqueles movimentos, no entanto é um desporto fabuloso porque é o único desporto que eu costumo dizer que conheço, que quando se está em forma joga-se bem e mal.

Quais foram as maiores dificuldades que tiveste?

Ao inicio é terrível. Primeiro para acertar na bola depois para poder retirar algum prazer, mas a partir do momento em que começamos a desfrutar o jogo, naqueles momentos em que a bola já começa a andar alguns metros (150/200 metros), já começas a conseguir colocar a bola onde queres – ainda hoje nem sempre (risos) -, é um desporto fabuloso onde conseguimos desligar de tudo. Aliás, é o único desporto que eu conheço que quando jogamos mal queremos voltar imediatamente no dia seguinte. Parece que existe um dever de castigar o corpo. Nos outros desportos isso não acontece, quando jogamos mal nem queremos ouvir falar, no golfe é completamente diferente.

Achas que Portugal tem condições para ser uma referência do golfe mundial, como por exemplo, tem a Espanha com Olazabal; Jimenez; Garcia?

Não, neste momento não temos condições para isso porque nos falta uma coisa indispensável: os clubes públicos. Não existem campos públicos, só há campos privados, e embora o golfe já seja bastante mais simples, mais amplo e mais fácil de praticar para muita gente, não é ainda acessível a grandes massas. Entendo que é fundamental existirem campos públicos, há uma tentativa de haver um em Lisboa, no Jamor. Já começam a haver mini golfes públicos, como por exemplo em Cantanhede, pois o mini golfe é, de facto, um princípio muito importante para quem quer começar a jogar golfe a sério, mas temos relativamente poucos praticantes comparando com os existentes em Espanha. Mas temos condições – infra-estruturas -, sem dúvida, para termos bons jogadores, aliás, já temos bons jogadores. Se calhar precisam do apoio que se dá aos jogadores espanhóis, talvez estejam a ser melhor encaminhados do que os portugueses…

A nível pessoal, já venceste várias provas. Qual foi a vitória mais saborosa?

Uma prova que recordo e me deu bastante gozo ganhar foi uma de dois dias no Oporto, a Nicolau de Almeida, em que fiz um hole-in-one, e acabei por conquistar. Se calhar foi a primeira a sério que ganhei. Foi logo no princípio. Ainda tenho ali o cartão (risos). E outra que ganhei foi uma que fiz três abaixo gross em 18 buracos, a única vez que joguei em prova abaixo do par. Uma coisa impensável para mim…

E qual a tua a maior e custosa derrota?

No golfe acho não há derrotas difíceis de engolir. O golfe vence-nos e torna-nos tão humildes que se isso acontecer é um  bocado complicado.

Quais são as características que para ti deve ter um campeão do mundo e que são necessárias para um desportista vencer em alta competição?

Manuel ViolasTrabalho, humildade e depois o jeito nato, o talento. Mas sem trabalho e sem humildade não chega lá. Depois mais tarde pode ganhar aquela arrogância, se quisermos chamar-lhe assim, mas é muito mais tarde. No início, é preciso muito trabalho e humildade para lá chegar, qualquer que seja o desporto.

Vou-te fazer a mesma pergunta que fiz ao teu filho, Manel, numa entrevista que ele deu à Golf4You: Achas que lhe ganharias num match de 18 buracos?

Com handicap era capaz de ganhar (risos). Apesar de nesta fase ser mais fácil ganhar-lhe porque ele tem jogado pouco.

Sempre vimos o grupo Solverde a apoiar a modalidade, tendo inclusivamente um circuito próprio. O futuro será bicéfalo, ou seja, apostar na sponsorização e publicidade e ao mesmo tempo divulgar e desenvolver o vosso próprio circuito, ou iremos assistir a uma aposta vincada numa destas áreas?

O mundo empresarial está cada vez mais complicado e estas definições a prazo são cada vez mais difíceis de definir. Tentamos conjugar as duas situações nesta altura, ainda continuamos a apoiar provas da Federação, apoiamos o nosso circuito que tivemos bastante sucesso ao fazê-lo e apoiamos uma ou outra prova. Mas essencialmente apostamos em dois ou três vectores de dentro do golfe, que é patrocinar o BPI Expresso e a Federação.

O ano passado foi um ano glorioso para o Oporto G.C, nomeadamente ao nível das camadas mais jovens. Como presidente de um clube secular e tão prestigiante, revela-nos como tal foi conseguido e quais os vossos planos para o futuro.

Isto não é de hoje. É um trabalho que já vem de trás. Sobretudo um trabalho sério que se tem vindo a fazer com os jovens. E depois é uma coisa que sucede naturalmente: outros jovens que também andam nestas andanças verem que certos jogadores do Oporto Golf Club conseguiram obter bons resultados e a quererem vir para cá, por existir, por exemplo, competição, etc… E o que é certo é que se juntou um grupo interessante de jovens. A escola e os incentivos continuam da mesma forma e, portanto, as coisas quando são trabalhadas e com tempo acontecem naturalmente. E das coisas que conseguimos foi juntar um grupo grande de jovens e hoje há muitos que vêm parar aqui porque querem competir com os outros e reconhecem o trabalho feito aqui. Por isso, acho que temos um futuro risonho, com dois profissionais muito competentes, e depois temos uma pessoa muito competente ligada ao desporto, e que os miúdos adoram, que é o Gonçalo Bettencourt. São pessoas que nos ajudam a ter o sucesso que pretendemos.

E há uns anos, numa prova no Marvão, ainda não era director, verifiquei que os nossos jogadores estavam muito desapoiados, quando comparados, por exemplo, sobretudo com os clubes do Algarve, que tinham lá os seus profissionais que lhes davam um certo apoio… E quando entrei na parte directiva achei que isso era uma boa opção. Uma coisa é um jogador ser lançado numa prova sozinho e outra é ter alguém nem que seja para lhes dar um bocado de apoio.

Rápidas
Actor John Wayne
Livro Codigo Da Vinci
Cor Vermelho
Prato Arroz de cabidela
Bebida Cerveja
Jogador nacional Manuel Violas Jr.
Jogador internacional Tiger Woods
Swing mais eficaz Tiger Woods
Swing mais bonito Ernie Els
Um dia sem golfe Uma chatice
Um campo Oporto Golf Club
Sonho Que um dia Portugal tenha profissionais no circuito europeu