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Entrevista a Gonçalo Pinto - Uma revelação confirmada

Entrevista a Gonçalo Pinto - Uma revelação confirmada

Publicado em 17 de Junho de 2011 às 23:00

Apesar de não ter saído de Porto Santo com o troféu de vencedor do Open da Madeira, Gonçalo Pinto foi um dos principais protagonistas da prova. Isto porque o actual campeão nacional amador, ex de sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18, excedeu todas as expectativas, ao tornar-se no sexto amador português a conseguir passar o cut, garantindo o passaporte para o fim-de-semana, ao lado dos compatriotas, José Filipe Lima e Ricardo Santos.

Gonçalo PintoE nos dois últimos dias de prova, o interesse em seu redor ainda cresceu com o facto de o seu caddie ser nada mais, nada menos do que Jorge Gabriel, o famoso apresentador de televisão (e ex-entrevistado da Golf 4 You). A sua aposta firme no golfe tem dado os seus frutos, como comprovam os recentes resultados, não só nacionais, como também internacionais. Será Gonçalo Pinto o próximo grande jogador do golfe nacional? O prodígio algarvio sente que Portugal dispões de excelentes condições para oferecer aos jogadores (bom tempo, campos,….), mas a falta de apoios ainda é evidente.

Como foi a experiência de jogar um torneio do European Tour?

Foi muito boa, é sempre uma experiência nova que me ajuda a crescer como jogador.

E a sensação de passar o cut, depois de uma grande segunda volta?

Foi óptimo, ainda por cima acabando com birdie! Fiquei muito satisfeito comigo mesmo, senti que o trabalho diário que tenho feito foi recompensado.

Tiveste um caddie mediático nas duas últimas rondas. Que tal a companhia do Jorge Gabriel?

Foi bastante divertido! O Jorge é uma pessoa muito alegre e acabei por me divertir mais. 

Gonçalo PintoQue diferença sentiste dos dois primeiros dias, em que jogaste sem caddie, e dos dois últimos?

Acho que a diferença entre os dois primeiros dias e os últimos não foi uma questão de ter ou não caddie, creio que joguei mais descontraído no 3º dia. Tive apenas a infelicidade de não terem entrado alguns putts nos primeiros buracos que me teriam dado outro arranque e o jogo acabava por sair mais fluído. No ultimo dia comecei mal e voltei ao meu nível nos segundos nove buracos. Creio que não aproveitei bem os bons "brakes" de jogo que tive durante os últimos dois dias. Mas no geral senti que poderia ter jogado melhor, mas que não deixou de ser um bom torneio. E que quando jogue mal seja assim (risos). 

Segundo percebi, deixaste de estudar para te dedicares totalmente ao golfe. Os últimos resultados motivam-te? Sentes que foi uma aposta ganha?

Estes resultados dão-me mais força e alegria para treinar. Sinto que com trabalho podem acontecer coisas muito boas como as que têm acontecido. Se foi uma aposta ganha? Até agora tem valido a pena, os meus últimos resultados mostram que estou a jogar um golfe muito bom e que estou no bom caminho. Agora é continuar a trabalhar como tenho feito e para isso é preciso tempo. Com a escola era impossível treinar entre 6 a 8 horas por dia, Havia semanas que tinha seis testes por semana sem ter dado a matéria e tinha que abrandar no golfe para acompanhar, e no fim nem uma coisa nem outra estava a correr bem. Foi então que tomei a decisão de seguir o meu sonho e dedicar-me a 100% ao golfe com o excelente acompanhamento do meu treinador Joaquim Sequeira, que tem sido espectacular e a ele lhe devo estas prestações.

Gonçalo PintoSentes igualmente mais pressão ou encaras isso com naturalidade? Até porque tiveste um percurso invejável nos escalões mais jovens?

No inicio sentia alguma pressão, mas com o dia-a-dia tudo acabou por se tornar mais natural e os bons resultados ajudaram e deram-me confiança para continuar a trabalhar.

Ser campeão nacional amador também traz-te mais responsabilidade?

Sinto que as outras pessoas irão estar mais atentas ao que vou fazer  no futuro, mas eu não encaro as vitórias dessa maneira, para mim as vitórias trazem-me confiança para o próximo torneio e tento não gerar muitas expectativas a não ser dar o meu melhor em tudo. 

Qual consideras a tua principal vitória e porquê?

Para mim foi especial sagrar-me campeão nacional de Portugal este ano, era um dos meus objectivos para este ano e também porque fiquei na história do golfe português.

E a tua derrota mais custosa? Também porquê?

Este ano perdi nos quartos de final no Internacional de Espanha, custou-me um pouco porque sabia que estava a jogar muito bem e que poderia ir mais longe, apesar de ter sido muito boa a prestação. Lembro-me também do nacional de jovens de sub-12, ia líder por 8 pancadas para o último dia e acabei por perder por uma pancada para o Tomás Silva, chorei baba e ranho (risos).

Tens alguns apoios?

Os meus pais têm feito esforços para me dar aquilo que precisei até hoje e graças a eles nunca me faltou nada. Tenho o apoio da federação para as provas internacionais que tem sido muito importante. O Clube de Golfe de Vilamoura (CGV) tem sido um grande apoio e foi graças ao clube que consegui participar na Madeira.  O Vitor Pinto (Titleist) está a tentar também um apoio, o que seria óptimo, até porque adoro Titleist. 

Brevemente irei ponderar a Escola de Qualificação para o European Tour e para isso seriam necessários alguns apoios. Felizmente tenho tido a sorte de poder contar com a Federação e com o CGV que têm sido uma grande ajuda.  

Gonçalo PintoO que achas que falta em Portugal para termos um jogador de top?

Creio que os apoios não têm sido suficientes para os profissionais, falta também um circuito profissional maior aqui em Portugal, que crie uma maior competitividade. Fiquei também chocado com o facto de o ano passado não se ver na televisão portuguesa uma notícia sobre o Portugal Masters. Creio que o golfe em Portugal podia ser mais projectado de modo a atrair mais jovens. Comparativamente a outros países não temos perto o número de jogadores que estes têm.

Como já deves ter reparado a Golf 4 You tem um programa de estatística para os jogadores. Achas que é importante um jogador saber o que faz em campo para evoluir?

Claro, qualquer jogador tem que saber quais os aspectos que têm a melhorar e as estatísticas dizem exactamente isso, e depois comparar também com os jogadores do Tour e ver que temos de trabalhar para atingir esses níveis.

Qual é para ti a parte mais importante do jogo de golfe?

O psicológico para mim é a chave. Podemos ter tudo bem mas se não estivermos mentalmente bem não há hipótese de sucesso. Os melhores jogadores de sempre foram sempre aqueles que eram mais fortes mentalmente. Tiger e Seve ballesteros são exemplos disso.

BI

Nome: Gonçalo Machado Marques Pinto
Data de nascimento: 19 de Março de 1993 (18 anos)
Local: Faro
Principais vitórias: Campeão Nacional de sub-12 (2005), sub-14 (2007) e Sub-16 (2008 e 2009), Campeonato Nacional Amador (2011), Campeonato Nacional de Clubes sub-14 (2005) e sub-18 (2011), Jovem Jogador do Ano da FPG (2005)

Putt para Birdie
Livro Nunca fui muito adepto de livros
Filme Velocidade Furiosa e American Pie
Cor Vermelho, branco, preto
Prato Lombo no forno, Guisado
Bebida Coca-Cola
Jogador nacional Pedro Figueiredo, Ricardo Santos
Jogador internacional Tiger Woods, luke Donald e Mateo Manassero
Swing mais eficaz Luke Donald
Swing mais bonito O meu (risos), Tiger, Adam Scott, Charl Schwartzel
Campo mais bonito Victoria (jogados), Augusta
Campo mais desafiador El Prat (jogados), Augusta