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Golfe em Portugal e no Mundo

Golfe em Portugal e no Mundo

Publicado em 31 de Julho de 2010 às 23:00

Portugal no MundoEm Portugal, país com cerca de 10 milhões de habitantes, existem actualmente 14.545 jogadores federados de acordo com os dados recolhidos junto da European Golf Association EGA.

Destes, 10.582 são jogadores masculinos, 2.738 senhoras e 1.225 juniores.

Constatamos que a percentagem total de jogadores relativamente à população é de uns abismais 0,14545%.

Em Espanha, país vizinho com 40 milhões de habitantes, as diferenças são significativas comparativamente a Portugal. Existem 33.8160 os jogadores federados, dos quais 223.844 homens, 99.576 senhoras e 14.740 juniores. Digno de registo é o facto de existirem mais jogadores juniores em Espanha do que o número total de federados em Portugal. A percentagem registada na relação jogadores/população é de 0,84%. Se quisermos ir mais longe, analisamos os números Ingleses. Os bretões registam 80.5206 jogadores, 623.709 homens, 11.0387 senhoras e 71.110 juniores, num total de 49 milhões de habitantes. Aqui a percentagem é de 1,64%.

Portugal no MundoA anos-luz da realidade Portuguesa está a Suécia, país nórdico com maior número de habitantes, 9 milhões. São 512.407 federados, 311.355 homens, 139.582 senhoras e 61.470 juniores. Os escandinavos têm uma das maiores percentagens europeias, 5,69% da população pratica esta modalidade.

A indústria do golfe nacional não é diferente das outras. Tem sofrido uma forte penalização devido à actual conjuntura económico-financeira global. De acordo com uma auditoria realizada pela conceituada consultora multinacional Deloitte, a situação não é a mais animadora. Em termos gerais as receitas médias dos campos nacionais caíram mais de 17%, as margens de lucro desceram 50% e os lucros em geral sofreram uma quebra na ordem dos 55%.

Diogo Gaspar Ferreira, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), afirma que é uma situação normal e que não faz sentido entrar em pânico. Aponta como solução o aumento da competitividade interna e aguardar com serenidade a retoma da economia internacional. Em 2008 o resultado operacional médio dos campos portugueses foi de 205.000,00€ e em 2009 cerca de 92.000,00€. Esta quebra deveu-se em grande parte devido à desvalorização da libra esterlina e a consequente diminuição de afluência de golfistas britânicos aos dois grandes pólos de oferta nacional: Grande Lisboa e Algarve.

Portugal no MundoDos 84 campos nacionais, Lisboa oferece cerca de 31% enquanto que é no Algarve que existe uma maior concentração e oferta, cerca de 46%. Na grande Lisboa registaram-se 11.000 voltas em média em 2009 e no Algarve 28.000 voltas em média no mesmo ano. Mesmo comercializando greenfees mais baratos o número de voltas registadas caiu 10%, algo que não acontecia em cerca de duas décadas. O nosso mercado interno está a perder praticantes embora haja uma actividade mais intensa do que em anos anteriores, afirma, no entanto, esta diminuição de praticantes aliada à redução do número de turistas é o principal problema no cenário português.

Os golfistas nacionais, perdem claramente para os golfistas britânicos no que diz respeito ao número de voltas realizadas em território nacional: 27% contra 38%. Esta situação é inconcebível pelo simples facto de o golfista nacional passar mais tempo em Portugal do que o golfista estrangeiro. Diogo Gaspar Ferreira entende que são necessários mais jogadores portugueses, pelo menos o dobro dos actuais 15 mil existentes. Embora tenham sido testadas várias fórmulas de captação, juntamente com o esforço da FPG, reconhece ainda não terem encontrado a ideal. Portugal no Mundo Afirma não bastar a criação de vários campos públicos e a diminuição de preços nos greenfees. Aponta como elementos desencadeadores de mobilização e aderência do golfista nacional, uma maior aproximação e ligação a clubes de futebol, pacotes de produtos e promoções sazonais.

O golfe nacional tem um longo mas não sinuoso caminho a percorrer. Existem 84 campos em território nacional, boas condições climatéricas para a prática do jogo e excelentes infra-estruturas de apoio, nomeadamente no sector de turismo e serviços. Com uma firme e sólida aposta na formação de jovens jogadores por parte dos profissionais de ensino, com uma maior receptividade por parte dos clubes na admissão de associados, com apoios públicos e protocolos privados, certamente que conseguiríamos ter definitivamente um circuito nacional digno de registo e assim potenciar a competitividade interna em ordem a surgirem jovens valores capazes de afirmar o nome de Portugal no mundo do golfe.