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Expectativas altas

Expectativas altas

Publicado em 3 de Janeiro de 2011 às 23:00

Expectativas altasQuem é o melhor golfista da actualidade? É uma questão que continua em aberto e que trás à modalidade um interesse acrescido para 2011.

Quem achava que o domínio de Tiger Woods era intocável enganou-se. Lee Westwood é o grande responsável por isso. Ao fim de 281 semanas consecutivas destronou o Tigre da liderança mundial e abriu uma discussão que parecia inquestionável nos últimos cinco anos. Caso Tiger consiga recuperar o trono, o que pode acontecer já no próximo mês, completará 12 anos na carreira como número 1 ou, mais precisamente, 624 semanas.

Mas, em teoria, a liderança do ranking pode mudar de mãos quase todas as semanas, dependendo do que os jogadores to top-10 mundial fizerem. Woods e Kaymer são obviamente aqueles que têm mais possibilidades de chegar ao topo no início de 2011. Por tudo isso, este início de 2011 é prometedor e a emoção parece estar garantida até todos se juntarem na primeira prova do ano da World Golf Championship, o Accenture Match Play, em finais de Fevereiro..

Expectativas altas"Acho que nunca vimos nada como tal. Norman foi número 1 por muito tempo. Faldo também. Nick Price durante alguns anos. Mas neste altura não podes afirmar concretamente quem vai ser número 1. Parece que tudo pode mudar semana a semana. Especialmente com alguns jogadores a jogar provas do European Tour. Não está em jogo apenas um circuito, mas dois. Tudo está mudado", frisou Hunter Mahan.

Westwood terminou o ano como 1º, segurando essa distinção por nove semanas, igualando o número de semanas de Ernie Els desde que o ranking foi institucionalizado em 1986. Apenas 13 jogadores passaram pelo seu lugar mais alto, sendo que Tom Lehman teve a passagem mais curta – uma semana – em 1996. As 623 semanas de Tiger no topo são de longe a estadia mais longa, com Greg Norman a seguir-se com 331 semanas durante os anos 80 e 90.

Antes de Westwood assumir a liderança, Vijay Singh, em 2005, tinha sido o único a interromper o reinado de Tiger na última década. A época de nove vitórias do fijiano, em 2004, que passou 32 semanas no lugar mais alto no início do ano seguinte foram determinantes.

"Será divertido. Há muito, muito tempo que isso não acontecia", afirmou Jim Furyk, actual número cinco e que nunca chegou ao primeiro lugar. "Ser número 1 tornaria o ano muito mais fantástico porque é um lugar que todos querem assumir”, acrescentou.

Já Nick Watney considera a quebra de Tiger Woods “natural”. "Apesar de tudo o que ele fez pelo golfe e por todos nós, vai ser bom para a modalidade. Podia ser um pouco estagnante se ele continuasse a dominar, mas acho que faz parte da natureza do desporto", disse.

Expectativas altas"É bom haver mudanças mo topo", disse Stewart Cink, 46º do Mundo, após um 2010 sem vitórias. "Tudo bem ter alguém a dominar, desde que esse alguém seja Tiger. As pessoas ainda querem ver o Tiger, mesmo que ele esteja a liderar por dez. Se for outro jogador ninguém quer saber", acrescentou.

"Acho que é fantástico ter Tiger como número 1. Não me preocupa quem é o líder, mas Tiger fez bem ao jogo", sublinhou Matt Kuchar. "Agora todos falam de algumas alterações. Mas isto do ranking mundial... a maioria de nós não sabe como é que funciona. Acho que foi feito para alguém falar disso, sobretudo quando há mudanças todas as semanas", acrescentou.

Não há dúvidas que o ranking está novamente sobre escrutínio, principalmente pela dificuldade em descobrir quem vai para onde. Por exemplo, Woods tem apenas dois top-10 desde Outubro, mas conseguiu segurar-se devido à boa temporada de 2009. Westwood ascendeu a número 1 mundial apesar de só ter vencido uma prova em 2010 e ter tirado umas longas férias devido a uma lesão num gémeo. E há algumas criticas por o inglês ser um dos três jogadores – os outros são Fred Couples e David Duval –, que chegaram ao topo da hierarquia sem vencer um único Major.

Expectativas altasMcDowell entende que, "com Tiger em dificuldades, deu-se uma oportunidade a todo o mundo de ver como é o golfe sem Tiger. E vemos que o golfe respira saúde. Temos jogadores de grande talento a aparecer", vincou o vencedor do US Open. "Por outro lado, tenho a certeza de que Tiger vai surgir muito motivado para recuperar o número 1. O golfe precisa do seu regresso”, disse o norte-irlandês.