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Golfe para todos

Golfe para todos

Publicado em 31 de Janeiro de 2011 às 23:00

Golfe para todosAprende-se mais sobre nós próprios numa volta de 18 buracos do que em 18 anos de vida. A afirmação poderá ser um pouco exagerada mas não deixa de ter algum sentido, pois em muitas voltas ficamos a conhecermo-nos um pouco melhor, senão vejamos: conseguimos perceber quais as nossas limitações, os nossos receios, os nossos medos, onde falhamos, com que frequência, como reagimos a eles, qual o espaço de tempo que necessitamos para obter máxima concentração, qual a nossa capacidade de resposta ao erro, mas principalmente, podemos aprender como superar as nossas lacunas, sejam elas de ordem física, intelectual e ou emocional.

E é neste aspecto que julgo ser de primordial importância, o papel fulcral que poderá desempenhar o desporto em geral, neste caso, o jogo de golfe, no desenvolvimento sustentado e equilibrado do indivíduo desde tenra idade.

Golfe para todosJorge Gabriel, numa recente entrevista à Golf 4 You (ver aqui), refere e bem que deve ser o golfe e os seus profissionais a dirigirem-se às escolas e não o contrário, caso se pretenda que este fantástico jogo se expanda em Portugal. Mais sugere que deveriam existir campos municipais de maneira a que as crianças possam tomar contacto desde cedo com a modalidade. Os elevados preços de green-fee, a dificuldade em entrar num clube de golfe e os preços praticados por umas simples aulas de iniciação ao golfe, limitam e de que maneira a aproximação da população jovem. E é desde jovem que se deve praticar este ou outro qualquer desporto, a criança não tem vícios posturais, constrangimentos, joga de forma espontânea e desprendida, pelo que lhe é muito mais fácil a natural integração no meio.

Está mais que comprovado os benefícios que o golfe trás à saúde e bem-estar dos adultos, pelo que é legitima que se faça a seguinte pergunta: Porque não alargar essas mesmas vantagens aos nossos filhos, às crianças, à população jovem em geral? Se é fácil? É obvio que não, mas com esforços congregados e principalmente com vontade, tudo se faz.