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Motivação e liderança

Motivação e liderança

Publicado em 9 de Janeiro de 2011 às 23:00

Como motivar?

Liderança e Motivação

Percebe-se e aceita-se esta questão, partindo do pressuposto que de facto o ser humano necessita de motivações extrínsecas para se empenhar. Só que já há muitos anos atrás, nos longínquos anos 50, Douglas Mcgregor quando interrogado sobre esta matéria afirmou de modo claro que o ser humano é potencialmente motivado. Na sua opinião, o ser humano nasce motivado por excelência e é o enquadramento social, escolar, profissional em que se desenvolve posteriormente que o vai desmobilizando.

É por via da deformação que lhes provoca demasiadas vezes a acção dos pais, professores, treinadores, patrões, etc., que essa motivação se vai transformando em apatia, medo de errar, passividade, irresponsabilidade, etc. Quem não viu já um conjunto de crianças a iniciarem-se na prática desportiva? É ou não verdade que todas elas revelam inicialmente um enorme entusiasmo e entrega?

Passados alguns anos de frequência escolar e de presenças em treinos nos clubes, porque será que tudo isso desaparece e nos preocupamos tanto em requerer a ajuda de acções estimulantes que de algum modo recuperem o que inicialmente existia? O que será que lhes fazemos, que lhes retira afinal algo que tanto carecem? Com todo o peso da ironia da situação, assistimos a treinadores e psicólogos a debaterem-se cada vez mais com a necessidade desses mesmos jovens readquirirem por via deacções extrínsecas, aquilo que afinal intrinsecamente já possuíam!

O comportamento tem em si mesmo profundas capacidades motivacionais que, sempre que as circunstâncias assim o permitem, desabrocham na sua plenitude. Vezes sem conta, atletas e quadros de empresas que no exercício das suas profissões parecem desinteressados, confirmam isso mesmo no usufruto dos seus tempos livres, participando entusiástica e empenhadamente em “hobbys” dos mais diversificados. Quantos deles aliás, após anos de apatia e desmotivação, simplesmente porque alguém se lembrou de os consultar e ouvir acerca do que verdadeiramente gostavam de fazer, se transcendem por completo e se apresentam de um dia para o outro completamente transformados?

Pensa sempre de forma positiva

Liderança e Motivação

Toda as vezes que um pensamento negativo te surgir, troca-o por outro, de preferência positivo. É fácil? Não. Mas não é impossivel. Requer trabalho e muita disciplina mental. Não conseguirás adquirir isso do dia para a noite, tal como um atleta, não atinge o seu máximo de forma de um momento para o outro. Terás que treinar e practicar muito. É um exercicio como outro qualquer. A mente humana é um universo em miniatura que adora ser explorado e conquistado e tudo isso pode ser conseguido quando colocamos em prática técnicas de programação mentais a favor de nosso auto-conhecimento.

Ao iniciar uma volta no circuito norte-americano, os diversos profissionais, possuem, regra geral, uma capacidade técnica semelhante, mas algo fundamental faz a diferença, a motivação. Ninguém vence uma partida apenas pelo carácter motivacional, mas os estudos já descrevem à muito tempo que a competência emocional é um factor decisivo no desporto de alta competição.

O atleta motivado consegue melhores gestos técnicos. Acerta mais passes e chuta com precisão no futebol, mete putts à primeira e alcança maiores distâncias no golfe, conquista winners e faz ases no ténis, consegue triplos e ganha faltas no basquete, é mais rápido e ultrapassa adversários na Fórmula 1. Tem sua capacidade física melhorada, pensa mais rápido, evidencia disponibilidade e entrega total à tarefa, quer vencer, está focalizado, está motivado.

Liderança e Motivação

O papel do adepto também é fundamental para a motivação. Qual é o atleta que não se sente motivado ao ouvir o grito dum fã, vendo-o gesticulando e gritando: “Get in the hole!!!”? A diferença motivacional é diferente em vários atletas, existem aqueles que procuram energias quando são apupados pelos adversários e ou pelo próprio treinador enquanto outros sentem-se inibidos e não conseguem desempenhar seu melhor.

É importante ressaltar, que os motivos pessoais também têm efeitos motivacionais diferentes sobre os atletas. Os êxitos atribuídos a factores internos, estáveis e controláveis produzem no desportista maiores sentimentos de orgulho pessoal, além de expectativas mais altas de vitórias em competições futuras.

Ao contrário, as experiências de fracasso desportivo que o atleta atribui a causas internas, estáveis e incontroláveis provocam sentimentos mais altos de insatisfação e correspondem a expectativas de êxito mais pobres em futuras actuações.

Em competição, os resultados, ou seja, ganhar ou perder, têm a máxima importância, sejamos honestos. Consequentemente, as causas atribuídas pelo atleta e treinador são verdadeiramente cruciais para entender e prever os comportamentos na prática desportiva e, especialmente em alta competição.

Inúmeras pesquisas recentes mostram que os atletas com frequentes sucessos tendem a atribuir os triunfos à sua habilidade pessoal. Ao contrário, atletas com fracassos habituais tendem a justificar esses fracassos a uma falta de habilidade ou capacidade pessoal. É natural que atletas e treinadores façam atribuições às causas dos êxitos e fracassos desportivos, por isso, conhecer estas inevitáveis atribuições de causas e procurar explicá-las e entende-las, permitirá uma compreensão objectiva do comportamento do desportista, possibilitando a utilização de técnicas psicológicas motivacionais.

Motivação intrínseca vs motivação extrínseca

Liderança e Motivação

A motivação tem as suas raízes históricas no conjunto de motivos ou tendências inatas e, incentivos que podem gerar impulsos, necessidades, interesses e metas individuais. Trata-se de um tema central em qualquer esfera do comportamento humano, e um dos temas fundamentais da psicologia do desporto.

A prática desportiva é uma actividade que muita gente pratica para se divertir. A maioria das pessoas pratica desporto porque lhes dá prazer, pois a actividade desportiva constitui, por si mesma, uma recompensa pessoal. Em psicologia falamos de motivação intrínseca quando uma actividade é realizada pela satisfação em realizá-la, porque é interessante ou porque constitui uma maneira de mostrar suas habilidades.

Desta forma, pode-se constatar que o motivo que gera a acção de jogar, é um motivo intrínseco, ou seja, interno. Mas, na prática desportiva, em especial na alta competição, existem recompensas que são externas à natureza do desporto, como por exemplo, os prémios pagos aos atletas vencedores. Esses prémios constituem a motivação extrínseca. Praticar desporto simplesmente por razões económicas ou para obter fama, são alguns exemplos da motivação extrínseca, ou externa.

Regra geral, a motivação interna e a externa andam juntas, pois um atleta pode jogar ténis, futebol ou golfe porque gosta e porque pensa na possibilidade da fama e do dinheiro. Pesquisas e estudos iniciais sobre motivação indicavam que os motivos internos e externos se somavam, contribuindo assim para tornar a prática desportiva duplamente atractiva. Segundo essas teorias, um modo de incrementar o rendimento do desportista consistia em aumentar directamente a motivação externa mediante incentivos, pensando que se pudesse incrementar com isso, a motivação interna.

No entanto, alguns estudos científicos realizados no âmbito da psicologia desportiva, questionam a validade dessas teorias que somavam a motivação interna e externa. Os estudos mostram que as recompensas quando não cumprem determinadas condições, não só não incrementam a motivação global, como também podem prejudicar a motivação interna ao invés de melhorá-la.

Competir e divertir

Liderança e Motivação

A importância desses estudos é óbvia, já que a diminuição da motivação interna tem um efeito imediato: a ausência da diversão em competir. A diminuição da motivação interna, como efeito dos incentivos financeiros, acaba provocando a diminuição do rendimento dos atletas. O fenómeno de super valorizar a motivação externa (recompensas, prémios, objectivos) e diminuir a importância da motivação interna, (prazer em jogar), explica alguns motivos ou razões pelas quais os atletas realizam sua actividade de uma forma deficitária.

Se fazem o seu trabalho por motivos ou razões externas, a motivação interna passa para segundo plano. E se o atleta associa os bons resultados na competição, não a própria habilidade e esforço, mas na sorte, ou no erro da arbitragem, ou a outros factores alheios à sua actuação, pode acabar convencendo-se de que o mais importante não é aperfeiçoar suas habilidades, mas sim ganhar o jogo, porque isso é o que os dirigentes valorizam no seu trabalho.

Outra explicação baseia-se nas informações recebidas pelo atleta do propósito de se aumentar as recompensas externas. Se o atleta percebe que as recompensas são dadas para pressioná-lo para que renda mais, a sua atenção estará voltada para não perder o incentivo financeiro, mais do que em aperfeiçoar suas habilidades.

Assim, atribuir os êxitos a causa internas, aumenta a satisfação pelo resultado obtido, enquanto que, atribuir o êxito a causas externas diminui a satisfação pelo resultado obtido. Um tenista atribui a perda de uma partida devido à sua falta de preparação física, por exemplo, e imediatamente irá procurar preparar-se melhor para o próximo jogo. Se atribui o fraco rendimento ao baixo pryze money, procurará cobrar mais para poder jogar melhor.

Liderança e Motivação

Estudos realizados por psicólogos comprovam que os atletas atribuem os seus êxitos e fracassos ao grau de habilidade, esforço realizado, dificuldade da tarefa e à sorte. Desses factores, a habilidade e o esforço estão, naturalmente, sob controle pessoal do desportista e portanto, podem ser considerados factores internos ao indivíduo. A dificuldade da tarefa que se deve realizar e a sorte durante a competição, não dependem do controle pessoal e são consideradas como factores externos ao atleta. Por exemplo, se um tenista obtém resultados negativos durante um torneio e atribui esse desempenho a falta de esforço, será bem provável que em competições posteriores vá dedicar maior empenho na preparação, alimentando expectativas de ganhar no futuro.

Resumindo, os resultados futuros de êxito ou fracasso são influenciados directamente pelas causas atribuídas aos factores estáveis ou instáveis. Além disso, atribuir os êxitos a causa internas, aumenta a satisfação pelo resultado obtido, enquanto que, atribuir o êxito a causas externas diminui a satisfação pelo resultado obtido

A motivação refere-se ao esforço de um atleta para realizar uma tarefa, atingir seus limites, superar obstáculos, procurar apresentar melhor desempenho que os outros e orgulhar-se de seu talento. É o compromisso do atleta com o êxito, através da persistência ante as dificuldades, experimentando satisfação por suas realizações. O nível de motivação corresponde ao grau de competitividade.

Liderança

Liderança e Motivação

Ao longo dos tempos várias questões têm sido levantadas para as quais ainda não há uma resposta definitiva ou completamente satisfatória - O que é um líder? Quais as suas qualidades? O que o torna eficaz? Que tipo de liderança deve assumir? Que factores influenciam este processo?

Alguns autores definem a liderança como um processo de condutas, pelo meio do qual, um individuo influencia outros para que se realize o que ele quer, ao contrário desta visão redutora, a liderança deve ser percepcionada como uma espécie de contrato psicológico que é estabelecido entre os líderes (treinadores) e os seguidores (atletas).

Se uns defendem que ser líder faz parte da personalidade do sujeito, outros sustentam que é o contexto e a aprendizagem que converte o indivíduo. Estes pontos de vista deram origem a 3 perspectivas:

Traço/Característica

Centra-se no estudo das características da personalidade dos líderes, na tentativa de encontrar os aspectos comuns que relacionem a liderança com qualquer situação, ou seja, esta abordagem considera a capacidade de liderança uma característica inata.

Liderança e Motivação

Conduta/Comportamento

Centra-se no estudo das condutas e comportamentos dos líderes e na sua influência sobre os grupos, sendo a liderança uma habilidade adquirida e produto de uma aprendizagem. Dois tipos de líder podem ser equacionados:

1) Autocrático - toma todas as iniciativas e decisões sobre a organização, os objectivos e as tarefas do grupo

2) Democrático - estimula a discussão e a participação do grupo nas decisões a tomar.

Interacional/Situacional

Esta abordagem parte do princípio de que existe uma interacção entre o sujeito e o contexto situacional, colocando uma atenção especial nos factores da situação que podem ser a estrutura organizativa, as exigências especificas e a flexibilidade dos estilo de liderança:

1) Líder orientado para o sujeito incide a sua actuação nos aspectos comunicativos do grupo, nas relações entre os seus membros e na procura do equilíbrio no seio do grupo (cada um deve sentir-se bem com o papel que desempenha)

2) Líder orientado para a tarefa - centra-se no cumprimento dos objectivos propostos e no máximo rendimento, deixando para segundo plano as relações interpessoais entre os membros do grupo.

Qualidades do Líder

Liderança e Motivação

Como já foi mencionado anteriormente, os modelos baseados nas qualidades inatas do sujeito como líder tem vindo a ser abandonados, reconhecendo-se cada vez mais a importância do contexto e o efeito das aprendizagens adquiridas ao longo da vida. Apesar de não existirem um conjunto bem definido de traços da personalidade que garantam a condição de líder com êxito, os estudos realizados indicam que é necessário que determinadas características estejam, no mínimo, presentes. Apesar de algumas já terem sido referidas anteriormente, sintetizo essas qualidades da seguinte forma:

  • Inteligência;
  • Firmeza;
  • Optimismo;
  • Motivação intrínseca;
  • Empatia;
  • Habilidades de Comunicação;
  • Autocontrolo;
  • Confiança nos outros;
  • Persistência;
  • Flexibilidade;
  • Empenhamento, dedicação e responsabilidade;
  • Estimam e Ajudam os outros;
  • Identificam e corrigem problemas;

Liderança e Motivação

A liderança e a motivação são dois aspectos interdependentes e essenciais no alcance do sucesso das organizações. Hoje em dia temos nas empresas bons gestores e por vezes maus líderes. Uma liderança eficaz condiciona e é determinante para motivar. Todavia, liderar eficazmente nos dias de hoje é complexo. Não se nasce propriamente líder, ainda que a predisposição genética condicione e seja importante. Um bom líder desenvolve as suas aptidões e aprende continuamente ao longo da sua vida adaptando-se às novas circunstâncias.

Motivar equipas de trabalho, gestores, equipas desportivas, atletas, pressupõe liderar com eficácia e eficiência no sentido de os conduzir numa determinada direcção ou num determinado rumo e alcançar objectivos previamente acordados e específicos. Trata-se pois de um processo de influência social, mobilizador e enérgico cujo foco, deixa de estar cada vez menos na motivação extrínseca e nos estímulos externos.

Começa-se a aceitar cada vez mais, e ainda bem, que está no controlo interno do sujeito, ou seja, na motivação intrínseca, nas suas verdadeiras necessidades, nas aspirações e nas expectativas e no alinhamento destas de uma forma estratégica com a visão colectiva da equipa e ou do negócio, que reside o sucesso de um líder.

Na sequência do referido, pode-se afirmar que um líder competente conhece profundamente as pessoas com quem trabalha, as suas motivações e as suas aspirações. Reconhece também que uma equipa ou atleta passa por diversas fases de evolução até atingir a sua maturidade e o seu pico de produtividade. Sabe também como intervir nessas fases, actuando como mecanismo regulador e catalisador dos processos comunicacionais. Adapta-se às circunstâncias do meio, da tarefa e do grupo e sabe exercer o estilo de liderança em conformidade.

Liderança e Motivação

Liderança e visão estratégica caminham de mãos dadas, sendo condição essencial para mobilizar pessoas nos processos de mudança e criar nestas confiança e determinação na conquista de objectivos e metas específicas.

Estabelecer desafios, metas e objectivos ambiciosos, porém exequíveis, que permitam retorno principalmente ao nível do reconhecimento, parecem ser os principais factores responsáveis pela motivação de equipas e atletas. O líder reconhece igualmente que o todo é maior do que a soma das partes e aproveita as sinergias resultantes desta interacção no sentido da conquista de objectivos colectivos e individuais, o que de outra forma não seria possível.

Adicionalmente, responsabilizar os atletas, dando-lhes autonomia funcional, atribuindo-lhes uma missão individual e colectiva, e criar mecanismos de suporte e retorno, será certamente uma das atribuições fundamentais do líder, algo também determinante para manter elevados os níveis motivacionais.

Entre outros, José Mourinho é um exemplo carismático que ilustra perfeitamente o que é liderar e manter os níveis de motivação elevados de uma equipa e dos seus adeptos. Não existem muitas pessoas com estas características. A pressão é elevada, mas é esta também o que o motiva e o que o faz motivar.

Para concluir esta tentativa de simplificar a explicação deste processo complexo que é a liderança no desporto, deixo uma reflexão final que faz um sumário de tudo aquilo que aqui foi escrito sobre este tema – a liderança eficaz passa por uma grande flexibilidade na adopção do estilo adequado a cada situação e pelo desenvolvimento de uma cultura própria do grupo que una todos os seus membros à volta dos mesmos objectivos