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A importância dos números

A importância dos números

Publicado em 31 de Outubro de 2010 às 23:00

Origem e importância

A importância dos números

Desde o inicio da evolução humana, de uma maneira ou de outra, inconsciente ou racionalmente, o homem tem, muitas vezes, tomado notas de coisas, pessoas, objectos e acontecimentos, não somente com o fim de acumular números, mas também visando utilizar os dados do passado para a resolução de problemas do presente. Todavia, somente no final do século XIX e início do século XX, com a aplicação das probabilidades aos problemas sobre a interpretação dos dados, os números passaram a ser utilizados tanto para resolver os problemas do presente bem como para prever os acontecimentos futuros.

A palavra estatística deriva do latim “status”, que significa estado. Os primeiros usos da estatística envolviam a compilação de dados e gráficos que descreviam vários aspectos de um estado ou país, daí a origem da palavra estar relacionada a estado. O primeiro levantamento estatístico remonta a 3500 a.C. no Egipto, tendo como objectivo a obtenção de informação sobre os recursos humanos e económicos do país.

No século XVII d.C. a disciplina estatística já era leccionada nas universidades alemãs, continuando com a finalidade de descrever as populações e as riquezas do estado. Ainda neste século, ocorreu a expansão da ciência em áreas como saúde pública, indústria, comércio e densidade demográfica.

Alguns estudiosos contribuíram ao longo dos anos para o desenvolvimento da estatística como ciência, porém, o grande avanço mesmo da ciência foi por volta de 1940, quando o tratamento dos dados deixou de ser manual para ser computadorizado e, com isso, a realização de procedimentos estatísticos que geralmente eram de alto custo do ponto de vista humano, passaram a ser dinamizados pela aplicação da informática no tratamento dos dados.

A importância da estatística reside no esforço do homem para melhor compreender o mundo, tanto do ponto de vista físico como social. Na sociedade científica, da qual todos fazemos parte, quer queiramos ou não, a investigação é parte essencial do trabalho diário. O interesse por descobrir novos procedimentos por meio da experiência acumulada tem sido determinante para a evolução do homem enquanto animal social e, portanto, de hábitos. Integrado num sistema social, ao ser humano, surgiram necessidades básicas como a análise de dados provenientes de investigações mais ou menos concretas.

 Os profissionais que se apoiam na quantificação e no estudo do que se observa diariamente, e entendem e conhecem os conceitos básicos de estatística, aprofundam e compreendem melhor os princípios fundamentais da sua área de trabalho.

O que é a estatística?

A importância dos números

Segundo o dicionário de língua Portuguesa é “parte da matemática em que se investigam processos de obtenção, organização e análise de dados sobre uma colecção de seres quaisquer, e métodos de tirar conclusões e fazer predições com base nesses dados; conjunto de elementos numéricos relativos a um facto social.”
Para muitas pessoas, a palavra “estatística” faz lembrar longas colunas de números, gráficos e diagramas que mostram de que forma o governo está a gastar o dinheiro dos impostos. No passado, esta palavra referia-se exclusivamente a informações numéricas de que os governos necessitavam para planear as suas politicas. Os estatísticos eram pessoas que colectavam grandes quantidades de informações numéricas. Alguns estatísticos ainda realizam este tipo de trabalho, mas existem outros que auxiliam a conduzir e interpretar experiencias científicas e pesquisas profissionais.

A palavra estatística pode ser utilizada para designar dados numéricos, como, por exemplo, estatísticas desportivas ou estatísticas financeiras.

A estatística é a técnica de torturar números até que eles se confessem

A importância dos números

A estatística, hoje em dia, é fundamental para que um desportista se torne vitorioso e conquiste grandes vitórias.
 
Numa altura em que o desporto de alta competição é cada vez mais disputado, os jogadores demonstram grande equilíbrio e os níveis de exigência são elevadíssimos e se fomentam culturas de excelência, todos os treinadores de top tentam reunir todo o tipo e o máximo de informação, pois sabem que as competições se decidem nos pequenos detalhes.
 
A estatística é uma poderosa ferramenta de análise. Embora não possa prever o que vai acontecer, pode, se bem usada, fornecer muitas informações úteis, ajudando a apresentar correlações, observar causas e consequências, indicar tendências, organizar dados e interpretar resultados.
 
Em qualquer área de actuação, aqueles que detêm mais informação sobre si mesmos e dos seus concorrentes levam vantagem. Da mesma forma, no golfe profissional e porque não no amador, a obtenção de informações estratégicas tem crescido muito e, hoje, a utilização das estatísticas nesta modalidade é cada vez mais uma realidade aceite.

Scouting

A importância dos números

O termo scout tem origem na estratégia militar quando os soldados destacavam um observador avançado, um batedor, para estudar as tácticas de movimentação adversárias. Na estatística técnica, ou scouting, procura-se fazer uma contagem das actuações dos jogadores, buscando uma análise do seu desempenho individual e da equipa.
 
O scout, o olheiro, vulgarmente designado no futebol, realiza a quantificação de fundamentos técnicos, como passe, lançamento, faltas, finalizações, desarmes. Através deste levantamento de dados, identifica-se o estilo de um jogador ou de uma equipa. Como o futebol é um desporto em que a repetição dos fundamentos e das jogadas é muito grande, o scout auxilia naquilo que é mais geral e repetitivo nas actuações dos jogadores e das equipas.
 
Hoje, a estatística técnica é mais abrangente, pois pode ser utilizada pelos treinadores durante os treinos para melhorar o desempenho de seus jogadores. Além disso, é possível antecipar muitas informações tácticas adversárias.
 
A estatística técnica é aproveitada também pela preparação física, pois na análise das características técnicas de cada atleta, o preparador físico pode programar treinos específicos para cada tipo de jogador. Nas categorias de formação, o scouting, é também uma ferramenta que pode identificar as deficiências técnicas dos atletas, proporcionando aos treinadores a criação de diferentes metodologias de treinos e exercícios específicos visando o desenvolvimento destas deficiências e ainda reavaliarem a performance do atleta em cada jogo.
 
Aos poucos a estatística, vai encontrando lugar na imprensa especializada e hoje já é parte integrante das transmissões e coberturas desportivas em diversas televisões e mesmo jornais.

O que te diz o scorecard

A importância dos números

Para a maior parte dos jogadores, o scorecard após a realização de 18 buracos, diz-lhes o resultado final. Outros ficam a saber o resultado nos primeiros 9 e nos segundos 9. Para outros mais atentos, e que se dão ao trabalho, contabilizam o número de birdies, pares, bogeys, etc.
 
Mas é pouca informação visualizada, recolhida e analisada. No golfe nacional, a estatística tem sido muito pouco divulgada, mas sua utilização será fundamental para o jogador ou mesmo para um profissional de um clube, ainda que aplicada de uma maneira simples.
 
Um relatório completo da volta de um jogador aliado a um acumulado dessas mesmas voltas, sejam em treino e ou em prova, irá abrir um mar de informação técnica e específica, fundamental para o crescimento do mesmo. Qualquer amador consegue com maior ou menor dificuldade, através de algumas aulas, através da visualização e de algumas correcções de postura corporal, atingir níveis mínimos para poder dar umas tacadas e ir para o campo. Mas há uma coisa que nunca irá conseguir: divertir-se a jogar golfe. Nunca irá obter o prazer de jogar golfe, não conseguirá alcançar níveis de optimização aceitáveis e muito dificilmente irá desenvolver todo o seu potencial enquanto atleta e animal de hábitos. Será, como muitos, um errático, o vulgar, maluquinho do golfe.
 
Esse acumulado de relatórios de jogo pode conter o número de vezes em que se utiliza determinado ferro, os shots certos e falhados, se foram longos ou curtos, quantos fairways foram atingidos após o tee de saída, se alcançaram o green à primeira, à segunda ou à terceira, quantas vezes se foi ao bunker, o número de chips, a quantidade de greens a chip e um putt, a quantidade de greens a chip e dois putts etc. Esse acumulado de relatórios de jogo oferece uma coisa que ninguém alguma vez te dirá: qual o teu padrão de jogo.
 

Estes dados podem contribuir muito para a avaliação e evolução de um golfista, de um jogador de futebol, de um tenista, enfim, de um atleta de alta competição e inclusivamente de uma equipa, podendo usar-se como parâmetros para se elaborarem treinos, pensar em tácticas, fazer convocatórias, aprimorar aspectos técnicos ou delinear estratégias.
 
No futebol, por exemplo, um número baixo de desarmes, normalmente está relacionado com um número alto de faltas, portanto um jogador da defesa que apresenta tais dados deve aprimorar o seu desarme para que não cometa tantas faltas nas proximidades da área. Caso o adversário tenha um bom aproveitamento em bolas paradas, o treinador pode pensar em substituir ou modificar a posição do atleta. No golfe, um número elevado de greens a chip e dois putts relativamente a chip e um putt, diz-te que o teu défice provavelmente se encontra no putt e não em chipping. Se a percentagem de fairways hits é diminuta mas tens uma média alta de greens in regulation, normalmente isto acontece quando o teu tempo de swing no drive é diferente no do shot ao green. Como podes ver, existem inúmeras relações e correlações que se podem tirar através de uma análise cuidada e detalhada dos teus números, do que os teus números te dizem.

Quais os números mais importantes? Os teus!

A importância dos números

Os números estão por todo o lado no mundo do golfe. Poder-te-ão eles ajudar no teu jogo? Claro que sim.
Bem-vindo ao jogo dos números. Nas próximas linhas tentarei extrair um pouco mais do que vulgarmente retiramos dos números do golfe.

Existe golfe para além dos “uma abaixo”, ou “quatro abaixo”, ou gross, ou net, ou “seis acima”, ou “doze acima”, ou triplos, ou quádruplos, ou furados…Bem, acho que não é necessário alongar-me, vocês sabem do que eu estou a falar.

Vou falar de dados estatísticos, como os greens in regulation, precisão do drive, chips, putts etc, entre outros para aprofundarmos como eles te podem ajudar após recolha, tratamento e análise dos mesmos. Irei extrapolar alguns dados para fazer previsões e profecias futuras e deixarei, obviamente, as conclusões para vocês. Espero que, acima de tudo, se divirtam a ler as seguintes linhas.

Sou apenas mais um apaixonado pela modalidade, e como tantos outros, um amante da natureza, de preferência locais belos, calmos, tranquilizantes e retemperadores. Conhecem locais assim? Claro que conhecem: Campos de golfe. Adoro campos de golfe, aprecio a sua imensidão, os pacificadores tapetes verdes, as paisagens de perder de vista, o som de água a correr, os pássaros a chilrear, um nascer do sol ao som do melhor drive das nossas vidas, o impacto fantástico de um ferro sete num par três e por a bola a centímetros da bandeira, tirar uma linha e saber antes de “puttar” que já lá está dentro, enfim…adoro o golfe.

Comecei a jogar golfe relativamente tarde, nos inícios dos meus vinte anos. Antes havia experimentado um pouco de tudo: futebol, ténis, ginástica e de tudo isso desisti por não me sentir minimamente atraído. No golfe as coisas de início tomavam o mesmo rumo. Rapidamente percebi que não abundava de talento natural, mas queria acertar na bola e fiz inúmeras bolhas nas mãos, mas queria acertar na bola e não conseguia rodar o tronco sem mexer as pernas, mas queria acertar na bola e voltava para casa triste e amargurado, mas queria acertar na bola…até que dei o meu primeiro shot. Sorri. Sorri como os meninos sorriem quando descobrem algo de novo que lhes transmite emoções de conquista e prazer. Sorri para dentro e para fora de tão fascinado que estava com a sensação do que era dar um shot bem dado. Olhei para o meu saco e lembro-me de pensar: “Bem, tens ali 13 ferros, tens que aprender a bater com eles todos, depois tens que aprender a bater com eles todos no campo, e depois tens ainda que jogar minimamente para poderes ter handicap, só depois é que podes entrar em provas e torneios e só depois disto tudo é que podes almejar vencer um torneio, e divertires-te a jogar isto!” Que imensidão, que mar, que universo. Sim, porque até então só tinha tido trabalho. Muito sangue, muito suor e muitas lágrimas para poder bater na bola.

Tive a fortuna de poder ter um professor de golfe com quem cimentei relação de amizade e hoje o posso chamar de amigo e tive ao mesmo tempo um mister, um guru, um padrinho numa só pessoa, que muito me apoiou e nada em troca pediu. É meu amigo, também, daqueles que se defendem até à morte.

A importância dos números

Ambos me diziam que tinha um swing muito bonito. Era de facto um swing bem desenhado, fora muito e exaustivamente bem trabalhado e estava solidamente mecanizado dentro do meu corpo. Tinha postura, batia na bola, “finish” elegante, mas não era suficiente para o que eu queria. Queria ganhar. E para desespero meu não conseguia ganhar nenhuma prova onde entrava.

Não iria desistir de jogar. Isso nunca, pelo menos enquanto não vencesse um torneio, isso era ponto assente. Desse por onde desse havia de conseguir. Devorava golfe. Revistas de golfe, torneios na televisão, treinava até ficar de noite, fazia jogging para ganhar resistência, tudo. Tudo em nome de uma vitória. Certa ocasião achei interessante que num resumo de um torneio do PGA Tour eles até a média de putts dos jogadores davam. Isto fez-me constatar que não sabia qual era a minha e foi precisamente aqui que se deu um “clique mental”. Por iniciativa própria e já sem grandes esperanças, lembro-me que decidi apontar todos os meus resultados, durante um mês, de todas as voltas completas que efectuasse. Ia para o campo com o scorecard e apontava o resultado em cada buraco, bem como quantos putts havia feito, se tinha acertado no fairway e se quando ia ao bunker conseguia colocar a bola no green. Voltava para casa e no computador inseria os números, construía as minhas tabelas e fazia os meus gráficos. Ali tinha tudo o que nunca antes me tinham dito, e eu visto, sobre o meu jogo. Eram as minhas linhas vectoriais, eram os meus princípios orientadores de jogo, eram as minhas plataformas mentais no campo: Pancadas, putts, fairway hits e uma espécie de sand save amador, tão simples quanto isto.

E vocês não imaginam o que melhorei. Pura e simplesmente disparei. O meu jogo começou a sair, ia para o campo a saber o que tinha que fazer, sabia onde era mais fraco, sabia o que devia evitar, sabia onde era mais forte, sabia que soluções tinha para determinadas situações de jogos, sabia o que devia optar, sabia decidir a favor de um bom resultado final, sabia decidir bem, sabia jogar e estava-me a divertir. Gozava o jogo como nunca antes havia gozado. E venci. Ganhei umas quantas provas, não muitas, não tantas quanto desejei, obviamente, mas naturalmente acabei por vencer.

Venci graças aos números, disso não tenho a menor dúvida. Enriqueci, também, o meu vocabulário golfistico, pois comecei a ficar familiarizado com termos que nunca antes havia conhecido, bem como, por inerência, comecei a aprender mais regras de jogo, pois quanto melhor jogamos mais atento estamos às regras deste fantástico mundo que é o golfe.