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A verdade do teu jogo

A verdade do teu jogo

Publicado em 7 de Novembro de 2011 às 23:00

A verdade do teu jogoAo contrário do que poderia pensar-se, as estatísticas parecem não ter grande importância para os profissionais de golfe.

Surpreendentemente, segundo um estudo apresentado pela Genworth, empresa que faz a estatística do European Tour, mais de 55 por cento dos jogadores do circuito não faz análise do seu jogo por aí depois de um torneio, sendo que esse número chega mesmo a mais de 90 por cento quando os jogadores pretendem auferir o seu momento de forma geral.

Aí, são as opiniões dos seus caddies, mas principalmente dos treinadores, que têm um peso mais relevante.

Ora, se é o caddie que passa mais tempo com o jogador e tem uma melhor percepção de como jogou o seu “patrão” e é a “verdade das estatísticas”, como vinca Karl Morris, psicólogo desportivo do European Tour, que confirma onde está ou não a falhar o profissional, talvez estes estejam a fazer uma avaliação menos correcta.

Ross Fisher sublinha que esse não é o seu caso e garante que estes dados têm influência directa no seu modo de treinar.

O golfista inglês conta com a ajuda do seu caddie Adam Marrow, a quem relega autoridade para fazer uma análise do seu jogo durante uma ronda. Marrow revelou o que normalmente diz a Fisher enquanto caminham para a bola.

“Tento sempre relembrar-lhe os melhores shots. Mas, por vezes, o melhor é saber-mos estar calados…”, brincou.

Este estudo revela ainda que os profissionais valorizam mais a autoconfiança e a preparação mental, do que passar horas no driving rangeA verdade do teu jogo.

Contudo, mais de 30 por cento dedica entre quatro a cinco horas do seu treino a bater bolas, ao contrário dos 20 que apenas passam cerca de uma a duas horas.

“Prefiro treinar 20 minutos com intensidade e qualidade, do que bater 100 bolas numa hora”, reforçou Fisher.

“Aparentemente os golfistas que têm piores resultados, estão a focar-se mais na técnica do que naquilo em que se deveriam focar: no seu jogo mental. E atribuem esse mau resultado à técnica, pelo que passam mais tempo a treinar”, explicou Karl Morris, treinador de recentes vencedores de Majors como Darren Clarke, Charl Schwartzel, Louis Oosthuizen e Graeme McDowell.

Aliás, longe vão os tempos em que o caddie se limitava a carregar os tacos.

Cada vez mais o seu papel pode fazer toda a diferença numa vitória ou num segundo lugar.

Além de fazerem uma análise das distâncias e aconselharem qual o ferro a jogar, os caddies são também um verdadeiro psicólogo nos momentos de maior pressão.

Saber ouvir e o que dizer no momento e altura certa é também o papel de um caddie da actualidade.

Talvez seja por isso que Graeme McDowell chama o seu para as suas sessões de treino mental.