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2011 em revista

2011 em revista

Publicado em 3 de Janeiro de 2012 às 23:00

Este foi o ano da confirmação do golfe europeu, principalmente o da afirmação de Luke Donald.

O inglês, de 34 anos, subiu à liderança do ranking mundial e tornou-se no primeiro jogador da história a vencer as Money List do PGA Tour e do European Tour no mesmo ano, circuitos dos quais se tornou inclusive Jogador do Ano.

Fica só mesmo a faltar a vitória num major…

2011 também fica marcado pelo regresso de Tiger Woods aos triunfos, depois de mais de dois anos sem vencer.

Quanto ao golfe nacional, o destaque vai inteirinho para Ricardo Santos, que somou a primeira vitória no Challenge Tour, onde foi 4º da Money List e consequentemente garantiu o cartão do European Tour, antes de se sagrar campeão nacional de profissionais, enquanto a nível amador Pedro Figueiredo, que este ano foi o único português a passar o cut no Portugal Masters – alcançou um brilhante 23ºlugar –, uma semana depois de ter vencido o Firestone Grill Call Poly Invitational no circuito universitário americano, e Ricardo Melo Gouveia, que este ano trocou a Lynn University pela UCF, vencendo o Adams Cup of Newport logo na segunda prova pela universidade da Flórida, foi quem mais brilharam.

Por cá foi Gonçalo Pinto a dominar com as vitórias no Campeonato Nacional e Taça da Federação, e ainda a convocatória para a equipa europeia que disputou o Jacques Leglisé Trophy.

2011 em revista - European Tour

European Tour

Lee Westwood, Martin Kaymer e Luke Donald foram os três jogadores europeus que passaram esta ano pela liderança do ranking mundial, mas é este último que merece todas as atenções.

O inglês, de 34 anos, eleito Jogador do Ano para o European Tour – o seu compatriota Tom Lewis, vencedor do Portugal Masters apenas no seu torneio como profissional, foi o Rookie do Ano – mostrou-se em grande forma, somando três vitórias no circuito: o WGC – Accenture Match Play Championship, a prova bandeira BMW PGA Championship, onde bateu o compatriota Westwood no play-off para subir a número 1 da hierarquia, e Barclays Scottish Open.

E a precisar de um top-9 no Dubai World Championship para se tornar no primeiro jogador a vencer a Race to Dubai e a Money List do PGA Tour na mesma época sem depender do que iria fazer Rory McIlroy no Jumeirah Golf Estates – o norte-irlandês estava obrigado a vencer –, Donald não ficou à espera da desgraça alheia e terminou a prova em terceiro para mais um top-10 (o sétimo além dos três triunfos – e um total de 20 nos 27 torneios disputados em 2011), num mês de emoções fortes em que assistiu ao nascimento da segunda filha, Sophie, e viu o seu pai, Colin, falecer subitamente.

Charl Schwartzel (Masters), Rory McIlroy (US Open) e Darren Clarke (British Open) foram os três membros do European Tour a vencer majors este ano. Depois de deixar escapar a vitória no Augusta National nos últimos nove buracos, McIlroy não deu qualquer hipótese no Congressional,

PGA Tour
Mais do mesmo.

2011 em revista - Luke DonaldTal como no European Tour, Luke Donald teve um ano memorável do lado de lá do Atlântico e foi a principal figura do PGA Tour.

Apesar de ter sido terceiro na FedEx Cup – Bill Haas foi o campeão –, venceu a Money List do circuito após o brilhante triunfo no Children’s Miracle Hospitals Classic – precisava de terminar no top-2 e à frente de Webb Simpson para negar a vitória do americano na lista de prémios monetários após um fenomenal 64 final com seis birdies consecutivos nos últimos nove buracos.

Além disso somou outros 11 top-10, mas a vitória no WGC – Accenture Match Play, co-sancionada igualmente pelo European Tour, acabando por ser eleito como Jogador do Ano do circuito americano, tornando-se no primeiro inglês a vencer o prémio desde o inaugural em 1990.

Keegan Bradley, sobrinho da lendária jogadora do LPGA Tour, acabou por salvar a honra americana, ao vencer o PGA Championship, naquela que foi a primeira de um americano nos últimos sete majors.

A última era de Phil Mickelson no Masters de 2010…

Bradley, que acabou por ser eleito Rookie do Ano, venceu ainda o PGA Grand Slam of Golf, exclusiva aos campeões do Masters, US Open, PGA Championship e British Open.

Destaque ainda para o regresso de Tiger Woods às vitórias, com um triunfo no Chevron World Challenge, patrocinada pela sua Fundação.

LPGA Tour e Ladies European Tour

2011 em revista - Yani TsengCom a saída de cena de Lorena Ochoa poderia pensar-se que o golfe feminino mundial podia ficar órfão de uma referência.

Mas rapidamente o seu lugar foi ocupado por Yani Tseng.

A jogadora natural de Taiwan, de apenas 22 anos, assumiu a liderança do ranking mundial, num ano em que somou dez vitórias, sete das quais no LPGA Tour, onde foi eleita Jogadora do Ano, e se tornou na jogadora mais jovem da história a vencer cinco majors.

Por exemplo, Annika Sorenstam tinha 32 quanto conquistou o seu quinto major em 2003 ou Tiger Woods 24 quando venceu o PGA Championship de 2000.

No Ladies European Tour (LET), a japonesa Ai Miyazato foi a vencedora da Henderson Money List.

Uma palavra ainda para a prodígio Lexi Thompson que se tornou na jogadora a vencer no LPGA Tour e no LET.

A jogadora de apenas 16 anos conquistou o Dubai Ladies Masters e é agora a mais jovem profissional a vencer no circuito feminino europeu.

Em Setembro, Thompson já se tinha tornado na mais jovem vencedora do LPGA Tour, ao impor-se no Navistar Classic.

Champions Tour e Senior European Tour

2011 em revista - Tom LehmanTom Lehman foi eleito Jogador do Ano do Champions Tour, depois de terminar o ano como número 1 da Money List do circuito para reclamar o Prémio Arnold Palmer e a Charles Schwab Cup.

O americano, que somou três vitórias e averbou 12 top-10’s em 21 provas, tornou-se no primeiro jogador a ser eleito Jogador do Ano nos três circuitos do PGA Tour: além da vitória deste ano no circuito de veteranos, foi-o no Nationwide Tour, então Hogan Tour, em 1991 e no PGA Tour em 1996.

Os ganhos de $2,081,526 tornam-no igualmente no primeiro jogador a superar a barreira de $2M no circuito, ele que também já tinha vencido as Money List do Nationwide Tour e do PGA Tour.

No European Senior Tour, o australiano Peter Fowler, que nos dois primeiros anos no circuito foi afectado por várias lesões nas costas, conquistou a Ordem de Mérito, ao vencer duas vezes e somar outros 11 top-10.

Mas foi só na última prova da época, o MCB Tour Championship, que confirmou a vitória John Jacobs Trophy,

Outros circuitos
Asian Tour

2011 em revista - Juvi PagunsanJuvi Pagunsan tornou-se no primeiro Filipino a vencer a Ordem de Mérito do Asian Tour ao arrecadar $778,298, num ano em que se destacam o segundo lugar no Barclays Singapore Open, onde perdeu a prova no segundo buraco do play-off com o espanhol Gonzalo Fernandez-Castaño, e os top-10 no UBS Hong Kong Open, ISPS Handa Singapore Classic e Mercuries Taiwan Masters.

No Japan Golf Tour, o sul-coreano Bae Sang-moon conquistou a Money List do circuito, depois de vencer três provas, entre as quais o Open do Japão, e sucede ao seu compatriota Kim Kyung-tae.

Já Garth Mulroy foi o vencedor da Ordem de Mérito do Sunshine Tour, empurrado pelo triunfo no penúltimo torneio do calendário, Alfred Dunhill Championship, prova co-sancionada pelo European Tour, naquela que foi a 100ª vitória de um sul-africano no principal circuito europeu, enquanto Greg Chalmers, verncedor do Open e do Australian PGA, foi o vencedor da Ordem de Mérito do PGA Tour of Austalasia.

Os portugueses
O ano de Ricardo Santos

2011 em Revista - Ricardo SantosRicardo Santos teve um ano de sonho. Conseguiu a sua primeira vitória no Challenge Tour (The Princesse), lutou até à última prova pela vitória na Money List do circuito – chegou-a a liderar, mas acabou em 4º – e pela primeira vez garantiu o cartão para o European Tour.

Numa brilhante temporada com mais sete top-10, o algarvio conquistou ainda o Campeonato Nacional de profissionais, e o ranking da PGA Portugal, antes de terminar a temporada ao lado do seu irmão mais velho, Hugo, vencedor da Ordem de Mérito do circuito português, com um 20º lugar no Omega Mission Hills World Cup.

Aliás, Hugo, que se tinha imposto no Campeonato da Europa para profissionais de ensino da PGA’s of Europe, ainda tentou obter a isenção para o European Tour via Escola de Qualificação, mas tal como Nuno Henriques, ficou-se pela segunda segunda fase.

O madeirense estreou-se como profissional a 7 de Julho no Acaya Open do Challenge Tour, mas apenas conseguiu passar o cut ao sexto torneio, o Fred Olson Challenge de Espanha, dos sete que disputou no circuito.

2011 em Revista - Filipe LimaJosé Filipe Lima falhou o seu objectivo de regressar ao Europeam Tour, onde foi membro efectivo em 2007 e 2010. Primeiro, ao terminar a temporada no 23º lugar da Money List do Challenge Tour, a escassos €2,388 do 20º lugar do italiano Alessandro Tadini, o último jogador a garantir a isenção. Numa temporada marcada por uma grave lesão nas costas, que o afastou da competição cerca de dois meses – os piores prognósticos chegaram a apontar para uma paragem de um ano –, o luso-português ainda chegou ao Apulia San Domenico Grand Final, última prova do calendário do Challenge Tour 2011, no 19º lugar da Ordem de Mérito, depois de abdicar jogar no Portugal Masters e obter a 3ª posição no Roma Golf Open, mas não conseguiu segurar-se entre o top-20. E depois teve uma participação desastrosa na final da Escola de Qualificação.

2011 em Revista - Tiago CruzJá Tiago Cruz falhou o seu objectivo de chegar ao Challenge Tour através do circuito alemão EPD Tour – precisava de ficar entre o top-5 da Ordem de Mérito, mas foi apenas 25º – e quando chegou a altura da Escola, lesionou-se….

Referência ainda para a derrota da candidatura portuguesa à organização da Ryder Cup em 2018. A construção de um campo de raiz na Herdade da Comporta, o bom tempo ou o apoio de José Mourinho foram insuficientes para convencer a organização a trazer para o nosso país o famoso match bienal entre a Europa e os Estados Unidos. A França acabou por levar a melhor.

 

Gonçalo Pinto dominou

2011 em Revista - Gonçalo Pinho2011 foi um ano de brilho intenso para Ricardo Melo Gouveia nos Estados Unidos. Depois de ter liderado a Lynn University até à final da NCAA Championship (Division II), onde os Fighting Knighs perderam a final com a CSU – Monterrey Bay, o algarvio, que somou duas vitórias individuais nesta temporada – uma delas tinha sido em 2010 –, na qual foi considerado Freshman of the Year e foi o jogador com a média de resultados mais baixa, foi o nome encontrada pela UCF para suceder a Nuno Henriques.

E logo no segundo torneio pelos Knights conquistou a Adams Cup of Newport e foi consequentemente eleito para Jogador da Semana pela C-USA.

Melo Gouveia tem sido bem acompanhado por José Maria Jóia, que também somou um triunfo por Lynn e tem igualmente somado alguns top-10 pela sua nova equipa.

Do lado de lá do Atlântico destaque igualmente para Pedro Figueiredo que conseguiu uma brilhante vitória no Firestone Grill Cal Polly Invitational, na semana anterior ao brilharete no Portugal Masters, onde foi o único português a passar o cut e alcançou um fantástico 23º lugar.

A nível interno o domínio foi para Gonçalo Pinto.

O jogador do CG Vilamoura venceu os dois majors da temporada (Campeonato Nacional Amador Individual e Taça da Federação), conquistou o Ranking BPI e só não venceu o Tranquilidade – foi segundo – porque Rafael Gaspar somou mais 15 pontos e sucedeu ao seu irmão Miguel.

Destaque ainda para a convocatória de Gonçalo Pinto para representar a Europa Continental no prestigiado Jacques Leglisé Trophy, no match que opõe os europeus à Grã-Bertanha & Irlanda.

No sector feminino, a jogadora da Estela surgiu em força na parte final da época e, além da Taça da Federação, venceu os rankings BPI e Tranquilidade.

Magda Carrilho, da Quinta do Peru, sagrou-se campeã nacional.

A nível de clubes, Tróia (Masculinos) e Estela (Femininos) foram os campeões.