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O ranking da polémica

O ranking da polémica

Publicado em 17 de Abril de 2012 às 23:00

O fato de Rory McIlroy ter recuperado a liderança do ranking mundial sem bater um único shot levantou novamente a polémica.

Quando este domingo se percebeu que Luke Donald não ia conseguir terminar no top-8 do RBC Heritage, onde defendia o seu título, que lhe permitia continuar como número 1, Rory McIlrou twitou: "#1 mais uma vez, e sem tocar num taco esta semana... Desejei que fosse assim tão fácil!".

Após a sua ronda, Donald sublinhou que "o ranking é uma questão de consistência".

E deveria ter acrescentado: "E jogar os torneios certos".

É que ao estar nos primeiros lugares da hierarquia - o top-50 tem entrada direta em todos -, um jogador pode escolher onde vai jogar, ou seja pode simplesmente jogar os torneios que valem mais pontos, e assim manter-se entre a elite.

Por exemplo, esta semana, os principais artistas vão ficar novamente a descansar, regressando grande parte deles na próxima, no Wells Fargo Championship, antes do The Players Championship.

Na realidade, o ranking mundial não espelha o melhor jogador do mundo.

Se não vejamos:

É verdade que Donald somou 14 top-10 no PGA Tour e 4 no European Tour em 2011, ganhando dois torneios em cada circuito.

Mas, por exemplo, com a vitória deste domingo no Open de Houston, Carl Petterson elevou para cinco o número de triunfos no principal circuito americano.

E isso não quer dizer que o sueco seja o melhor jogador do mundo - é apenas o número 35...