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A crise no golfe

A crise no golfe

Publicado em 11 de Setembro de 2012 às 23:00

Numa altura em que a crise não só ataca Portugal, mas também o mundo inteiro, o Masters da Andaluzia, agendado para o Club de Golf Valderrama, entre os dias 18 e 21 de outubro, a semana seguinte ao Portugal Masters, foi cancelado devido às dificuldades económicas que afetam igualmente a Espanha, e em particular a região sul do país vizinho.

A confirmação foi hoje feita pelo European Tour, depois da conferência de imprensa de segunda-feira dada pela Junta da Andaluzia.

O principal circuito europeu revelou no seu síte que tentou evitar o cancelamento da prova em conversações com a Real Federação Espanhola de Golfe, até porque havia um acordo formal com a Junta da Andaluzia.

Mas apesar de todos esforços saírem furados, o chefe-executivo do European Tour, George O’Grady, garante que vai tentar fazer os possíveis e impossíveis para que a prova regresse o mais rápido possível.

“São notícias tristes. Somos parceiros da Junta há mais de 25 anos. Nesse tempo organizamos na Andaluzia o Volvo Masters, entre 1988 e 2009, dois WGC – American Express, ganhos por Tiger Woods em 1999 e Mike Wier em 2000, e a Ryder Cup em 1997. Trabalhámos juntos na promoção da região e tanto a Junta como o European Tour sempre estiveram satisfeitos com essa longa e forte parceria”, disse.

“E não nos sentimos desapontados não só pelas pessoas que nos ajudam, mas também por todos os compromissos que tínhamos, com especial destaque para a televisão e consequente promoção da região, bem como todos os visitantes, principalmente do Norte da Europa que vinham para cá passar as suas férias e assistir simultaneamente ao torneio”, acrescentou.

“Mas vamos trabalhar com a Junta para reverter esta situação”, prometeu.

No ano passado, muita contestação se levantou sobre os alegados rumores sobre uma possível decisão do Governo em baixar o IVA para o golfe de 23 para 6 por cento.

Isto porque antes, José Sócrates havia decidido que, à semelhança do que aconteceu com os ginásios e a prática de actividades desportivas em geral, o golfe passaria a ser tributado à taxa máxima do IVA, contra os anteriores 6%.

O sector alegava que havia um risco de uma quebra significativa no número de praticantes, sobretudo entre os muitos estrangeiros que procuram o País para a prática da modalidade, mas a taxa acabou por se manter em 23 por cento.

Não sou fiscalista, nem me atrevo a intrometer nesta área, mas como leigo na matéria e amante da modalidade, penso que esta é uma situação que pode acontecer em breve em Portugal.

Obviamente, estamos a passar por momentos complicados e as medidas difíceis devem tocar a todos.

Se baixassem as taxas do golfe e as aumentassem para os trabalhadores ficaria, certamente, desiludido e revoltado.

Mas penso: “Apesar de tudo, se cancelassem, por exemplo, o Portugal Masters não seriam só os golfistas os prejudicados. Também a hotelaria ou a restauração iriam sentir o peso desta decisão…”

Uma faca de dois gumes…

 

Foto: Getty Images