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“Os jogadores é que merecem todo o crédito”

“Os jogadores é que merecem todo o crédito”

Publicado em 12 de Outubro de 2012 às 23:00

Com 31 vitórias, duas delas no Masters Tournament (em 1994 e 1999), Jose Maria Olazábal já foi um dos melhores golfistas do mundo.

Hoje, aos 46 anos, está de novo nas bocas do mundo, depois de ter liderado, como capitão (não jogador), a seleção da Europa numa reviravolta improvável e histórica frente aos EUA, na última Ryder Cup.

Apesar dos problemas crónicos de artrite reumatóide, que em tempos quase o deixaram numa cadeira de rodas, ainda acredita na ressurreição da sua carreira competitiva.


Ainda não se cansou de ser anunciado como o capitão da vitoriosa seleção da Europa na Ryder Cup? De ser constantemente solicitado para entrevistas, fotografias, autógrafos, felicitações?

Não. É ótimo. Foi uma semana muito especial, que irei guardar para sempre. Ainda estou a desfrutar. Mas, primeiro do que tudo, devemos agradecer aos jogadores. Eu não fiz muito. Eles é que bateram os shots. Merecem todo o crédito. Jogaram de forma extraordinária no último dia, embora, para mim, o momento chave tenha sido as vitórias nos últimos dois jogos de pares do penúltimo dia, por Luke Donald/Sergio Garcia e Ian Poulter/Rory McIlroy. Mudou todo o espírito da equipa.

Foi a melhor Ryder Cup de sempre?

Não quero ser taxativo a esse respeito. Foi muito especial. Também por Seve [Ballesteros], que não está já entre nós, e que representava muito para mim, para todos. A sua memória está presente em todos os jogadores europeus.

Tem havido rumores na imprensa de que Darren Clarke será o próximo capitão da Europa…

Não sei de nada. Parece-me prematuro falar nisso. É um processo que leva tempo e que exige inclusivamente votação.

Agora que terminou os seus deveres como capitão, vai apostar novamente na sua carreira individual como jogador?

Sim, vou trabalhar no meu jogo e tentar tornar-me mais competitivo do que fui nos últimos dois anos. Sei que vai levar algum tempo. Neste momento, estou bastante cansado. As últimas três semanas foram esgotantes. Mas é esse o meu objetivo: recuperar a forma e fazer mais birdies do que bogeys nos campos de golfe.

Por quanto tempo mais se vai prolongar a sua carreira?

Não faço ideia. Tenho os meus problemas de saúde [artritre reumatoide], algumas dores. Terei de esperar para ver. O tempo o dirá.

Até quando gostaria de competir?

Para sempre. Tenho visto alguns jogadores, como Bernhard Langer, jogar bem depois dos 50 anos. Gostaria que assim que fosse comigo, mas sei que é difícil. Hoje em dia, o nível é muito elevado. Mas creio que ainda poderei competir mais alguns anos no tour, antes de entrar nos circuitos de veteranos [acima dos 50 anos].

O que pensa de Portugal como destino de golfe?

É um dos melhores locais da Europa. Tem campos maravilhosos, o clima é perfeito e a vossa gastronomia é também estupenda. Tem tudo o que gostamos.

 

 

Valdemar Afonso/O JOGO

 

Foto: Stuart Franklin/Getty Images Europe