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“Sabia exatamente o que fazer”

“Sabia exatamente o que fazer”

Publicado em 13 de Outubro de 2012 às 23:00

Martin Kaymer diz que nunca na sua vida terá um putt tão importante como aquele que meteu a 30 de Setembro, em Chicago. Foi no último dia da Ryder Cup – e era para ganhar o match frente ao americano Steve Stricker e, assim, oferecer à Europa o ponto do sucesso sobre os EUA, após uma extraordinária reviravolta da equipa continental.

Apesar da pressão, não falhou.

Aos 28 anos, o alemão espera agora ressuscitar uma carreira que decaiu após ter vencido uma prova do Grand Slam (US PGA Championship de 2010) e liderado o ranking mundial durante seis semanas em 2011.

 

O que lhe passou pela cabeça nos instantes que antecederam aquele putt?

É um daqueles momentos em que sabemos exatamente o que fazer. Não temos tempo de pensar noutra coisa, se não naquele putt particular. Não há espaço. Se os meus pensamentos alastrassem, perderia a focalização. Mais do que nervos, senti uma grande excitação por ter a possibilidade de fazer acontecer algo histórico. 

O putt na Ryder Cup ou aquele para vencer o US PGA Championship… Se estivesse de escolher um deles, qual seria?

Não consigo decidir. Ambos tiveram um grande significado. Aliás, não sei se teria metido o putt na Ryder Cup, se antes não tivesse concretizado o do US PGA Championship.

E foi uma sensação diferente, meter um putt decisivo no Ryder Cup, em favor de uma equipa, comparado com o outro, que lhe deu um título individual?

As minhas emoções foram completamente diferentes na Ryder Cup. Nunca me tinha visto assim tão eufórico num campo de golfe. Houve muita pressão, depois um enorme alívio. Não estava a jogar somente para mim, havia uma equipa por detrás.

Depois da vitória na Ryder Cup, deve ser difícil encontrar maior motivação para o resto da época…

Pelo contrário, dá-me mais motivação. É ótimo que nos aconteça algo de grandioso. Eu nunca terei, no resto da minha vida, um putt mais importante do que aquele. Se isso não nos motivar, então é porque não temos a paixão certa pelo desporto.

Foi número um do ranking mundial em 2011, atualmente ocupa a 33ª posição. Embora conte já 17 vitórias, já não ganha há um ano. O que tem faltado para marcar presença, pelo menos, no top 10 da tabela?

Pouca coisa. Operei algumas mudanças no meu swing, o que, de certa forma, fez com que descurasse o meu jogo curto. Quando ambas as áreas estiverem afinadas, estou certo de que serei capaz de lutar com mais frequência pelas vitórias.

 

OJOGO

 

Foto: Getty Images