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A importância de um Fitting

A importância de um Fitting

Publicado em 13 de Dezembro de 2012 às 23:00

Este artigo pertence à área de conteúdos fernandoserpa

Não existe nada mais importante no golfe que o SWING. Esta afirmação é bastante consensual, pois todos sabemos que o swing (entenda-se swing, como uma combinação de stance, grip e movimento back and front) é a base de um bom “shot” de golfe. E se para mais isto é verdade, basta pensar que há muitos anos atrás os jogadores não tinham tacos tão avançados como os que hoje temos à disposição e mesmo assim conseguiam “scores” ainda hoje dignos de registo.

Se bem que esta seja a base, o material estar adaptado ao swing de cada jogador é vital, essencial e diria mesmo factor de sucesso.

Utilizando um exemplo que um profissional de golfe me deu, se ambos vestirmos um fato nº 50 e tivermos estaturas um pouco diferentes, um poderá ficar com as calças e mangas do casaco muito compridas e o outro com as mesmas, curtas. Pedimos à costureira que nos faça os arranjos (“Fitting”), para que possamos andar sem tropeçar (se bem que conseguíssemos andar na mesma), ou esticar os braços sem ficar com as mangas a terminar nos cotovelos. Vamos certamente nos sentir melhor, andar melhor e por consequência ter um desempenho melhor em qualquer actividade que estejamos a desempenhar.

No golfe o nosso fato, são os tacos. Mesmo dois jogadores de estaturas idênticas podem ter addresses diferentes, velocidades de swing diferentes e ângulos de ataque à bola distintos. Devem jogar com tacos iguais? Claro que não. É aqui que entra o fitting no golfe e se revela essencial para a obtenção de melhores resultados.

Se bem que os tacos standard, cobrem um universo de jogadores/swings bastante grande, o facto de lies, varetas e cabeças do próprio taco, não serem aconselhadas ao jogador, podem fazer com que termine uma volta de golfe, com umas pancadas (ou muitas) a mais no seu score. Vejamos alguns exemplos: Uma vareta demasiado “stiff” (rija/dura) com um ponto de quebra alto, fará com que não consigamos distância, a bola saia tendencialmente à direita e provavelmente não levantemos a bola convenientemente.
Uma vareta demasiadamente “soft” (macia), com um ponto de quebra baixo, fará com que a bola nos saia à esquerda, demasiado alta, com muito spin e pelo facto, não consigamos obter a distância que obteríamos com a vareta correcta.

Um lie upright (a ponta da cabeça do taco fica muito levantada no momento em que bate na bola) pode fazer com que os shots nos saiam à esquerda do objectivo, e que o contacto com a bola não seja feito no sweetspot (centro da face), perdendo-se consequentemente distância. Esse facto, leva-nos a criar compensações no nosso swing, erradas e prejudiciais ao bom desenvolvimento do nosso jogo. Um lie flat (ponta do taco muito baixa quando bate na bola), pode provocar o efeito contrário. As bolas “fogem” para a direita (muitas vezes confunde-se esse voo de bola com erro de swing) e o contacto com a bola não será certamente feito no sweetspot. E não pensemos que dois jogadores com a mesma estatura, jogam obrigatoriamente com o mesmo lie nos ferros, pois podem ter ângulos de ataque à bola distintos. 

Atenção à verificação estática do lie, um erro que os “entendidos” na matéria por vezes tendem a cair, pois jogamos golfe com movimento. O que conta é como passa o taco na bola no momento do impacto e não como se senta o taco no chão no address.

Quero chamar a atenção para dois aspectos muito importantes, que enquanto Fitter observo recorrentemente.

O primeiro aspecto é a importância do fitting no Putter. Mesmo jogadores que recorrem a uma sessão de fitting e que têm o Driver e Ferros feitos à sua medida, não dão por vezes a importância devida às especificações correctas que devem de ter no seu Putter.

O Putter, é o taco que mais utilizamos numa volta de golfe. Quantas vezes já ouviram dizer que no green é que se ganham jogos? Quando vemos os jogadores do Tour a jogar, quase todos com excelentes swings, falhando muito poucos shots, o que faz a diferença? A forma como se joga no green, o índice de concretização, a realização do menor número de putts por volta.
Não será importante termos um Putter que esteja adaptado à nossa forma de jogar? Mas não se pense que a “culpa” é só dos jogadores, pois constato que as próprias marcas quando fazem Demos/Fittings, raramente se preocupam em fazer fittings de Putter, seja por estratégia comercial, seja por qualquer outra razão.

O segundo aspecto do qual quero deixar uma nota, é ao facto de ouvir muitas vezes jogadores afirmarem que um fitting só é importante para jogadores de handicps baixos e que não serve de nada a jogadores iniciados ou de handicap alto. Nada mais errado. Não beneficiará um jogador que se está a iniciar, de material que o ajude a progredir? Não terá um desenvolvimento mais rápido? Um fitting pode e deve ser feito por todos os jogadores, independentemente do seu nível de jogo. O que se deve fazer é um fitting adequado ao tipo de jogador a quem estamos a realizar o trabalho. Se for um jogador iniciado, temos de nos centrar na definição do comprimento, flexibilidade, lies, tamanho dos grips e composição adequada do set a utilizar em função das características do jogador e consistência do seu swing. Quando se faz um fitting a jogadores de handicaps mais baixos ou profissionais, onde a consistência do swing é maior, onde se consegue traçar um perfil mais consistente, a atenção aos detalhes vai sendo maior. Uma maior precisão na definição de ângulo de lançamento, níveis de spin, tempo de voo da bola, ângulo descendente, torque das varetas, entre outros factores de análise, vai fazer com que se “construa” equipamento à “medida” do swing do jogador, que lhe vai permitir maior consistência nos shots e consequentemente melhores resultados.

O material não é tudo, mas ajuda.

Procure um fitter experiente e com provas dadas (para fazer um fitting com alguém que não está credenciado e do qual vão sair resultados que podem não estar correctos para si, é preferível comprar material standard), que possa analisar correctamente as suas necessidades e deixe-se contagiar pela experiência de jogar com material feito à sua medida.

Mas não se esqueça que depois a desculpa de "falhei por causa do taco”, já não serve.

Boas tacadas!

Fernando Serpa