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Equipamento para PITCH & PUTT

Equipamento para PITCH & PUTT

Publicado em 13 de Dezembro de 2012 às 23:00

Este artigo pertence à área de conteúdos fernandoserpa

Confesso que não jogo Pitch & Putt, mas como a minha área é equipamento, não quis deixar de “espreitar” para o material com que se joga e deixar algumas notas sobre as especificações que me parecem mais adequadas para a prática da modalidade.

Para uma modalidade que se joga num campo que não pode ter mais de 1.200 metros de comprimento, sendo que o comprimento máximo de um buraco não pode exceder os 90 metros, tendo como restrição o facto de só se poder utilizar 3 tacos, sendo que um deles tem de ser o putter, ficamos muito limitados quanto ao material a utilizar.

Pois bem, quanto aos putter aplicam-se as mesmas recomendações do que para o Golfe tradicional. Deve-se ter especial atenção às especificações do mesmo, tais como comprimento adequado ao jogador, hosel e tipo de balanceamento de face de acordo com o swing de cada jogador. Em resumo, deve-se fazer um fitting de putter, para que se consiga o melhor desempenho nos greens.

Quanto aos outros 2 tacos a utilizar, a combinação de loft’s vai variar de acordo com as distâncias médias de cada jogador, sendo que na sua maioria os lofts enquadram-se entre um wedge de 50º e um wedge de 60º. Não podemos esquecer que alguns jogadores mais jovens ou séniors, podem caso necessitem, recorrer a um ferro 9 ou PW para os buracos de 90 metros, pois o desempenho de excelência nesta modalidade, não se mede pela distância conseguida com cada ferro, mas sim pela precisão do shot efectuado. A distância ajuda, mas não é tudo.

O Pitch & Putt pode ser jogado de tees de relva natural ou de tees artificiais, sendo que os tees artificiais (de tapete) são os mais utilizados (por toda a Europa 95% dos campos de P&P são de tees de relva sintética, “TAPETE”, e os Torneios Internacionais (IPPA e FIPPA) são todos jogados de TAPETE), em virtude do elevado número de voltas médio, com utilização intensiva de wedges, conseguindo-se assim manter os tees em perfeitas condições todo o ano. 

Sendo então o Pitch & Putt jogado maioritariamente de um tee de tapete e não se conseguindo nesse tapete “espetar” um tee de madeira ou plástico convencional, os jogadores utilizam um tee de borracha (anilha de borracha com uma altura baixa), para elevar mais a bola no momento do contacto do taco, conseguindo-se assim gerar spin suficiente para parar a bola mais facilmente no green. Como existem numa volta de Pitch & Putt, buracos muito curtos, cuja velocidade de swing aplicada é baixa, o jogador não consegue imprimir o spin necessário para fazer parar a bola. Daí a utilização da “anilha” de borracha (tee), para facilitar o incremento de spin no shot. Neste caso, algo tão importante como o bounce dos wedges e ferros no Golfe tradicional, seria relevado para segundo plano no Pitch & Putt, em virtude de se bater o shot com a bola colocada na “anilha” (tee de borracha), não fosse o facto dos jogadores nem sempre acertarem no green (ossos do ofício) e terem de jogar de bunkers de green, ou de lies em redor dos greens que nem sempres são fáceis. Face a estas situações que podem ocorrer, a escolha do bounce nos wedges de loft mais baixo (48º, 50º, 52º) pode sempre recair em bounces de 8º ou 10º, sendo que nos wedges de 56º, 58º ou 60º, o bounce já deverá de ser maior, para o caso de se ter de efectuar shots de bunker ou de lies de rougth mais espesso, onde os bounces mais elevados (12º, 14º) são mais facilitadores.

Caso o factor económico não seja impeditivo, o jogador de Pitch & Putt pode optar por ter mais do que um wedge com os mesmos graus e bounces diferentes, para adaptar ao campo em que for jogar/competir.

Uma vantagem que temos hoje ao nosso dispor, após a nova regulamentação de grooves e que veio ajudar a recuperar um pouco do “spin perdido” com o novo formato e volumetria dos grooves, é a nova vareta True Temper DG Spinner para wedges, que incrementa em cerca de 700 rotação o spin gerado pelo wedge. Uma mais-valia que pode e deve ser utilizada no Pitch & Putt, pois ajuda a ”parar” mais facilmente a bola no green e com isso permite ficar mais perto da bandeira. 

No Pitch & Putt o que conta não é distância, mas sim a precisão. Precisão consegue-se com varetas menos flexíveis e mais estáveis. Claro que a flexibilidade está sempre relacionada com a velocidade de swing de cada jogador, mas como estamos a falar de cobrir distâncias máximas de 90 metros, a velocidade de swing gerada não será nunca muito elevada. Contudo, o jogador de Pitch & Putt, deverá sempre fazer um fitting para saber que combinação vareta/cabeça lhe garante a melhor performance nas distâncias médias do Pitch & Putt, tendo em conta a precisão, spin gerado, ângulo de lançamento, a ângulo descendente, factor muito importante para garantir que a bola pára rapidamente no green.

Tal como no Golfe tradicional, o equipamento é um factor essencial e determinante para um bom desempenho. O material não é tudo, mas ajuda!

O meu agradecimento ao grande campeão Português de Pitch & Putt Hugo Espírito Santo, pela informação relevante e esclarecedora que me forneceu sobre a modalidade, que me permitiu analisar e escrever este artigo.

 

Boas tacadas!!!

Fernando Serpa