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Tiago Cruz ambicioso

Tiago Cruz ambicioso

Publicado em 13 de Fevereiro de 2013 às 23:00

Ricardo Santos tem brilhado intensamente este ano no European Tour e isso é motivador para todos os jogadores portugueses. Incluindo o seu amigo de longa data, Tiago Cruz. Apesar de confessar à Golf 4 You que o seu início de temporada no circuito alemão do Pro Golf Tour não ter corrido como desejado, o português acredita ter tempo para recuperar e chegar ao Challenge Tour. Tiago Cruz parabeniza ainda a PGA Portugal pelo esforço que tem desenvolvido para oferecer competição aos seus profissionais e até sugere que Portugal se junte, por exemplo, a Espanha, Itália e Marrocos para a criação de um circuito ainda mais competitivo.

 

A nova temporada do circuito alemão Pro Golf Tour, antigo EPD Tour, arrancou no mês passado em Belek na Turquia. Passaste o cut nas três provas. Os teus objetivos foram cumpridos?

Infelizmente os objetivos que tinha não foram atingidos. Tinha como meta para os três torneios ficar no top 10, mas não o consegui.

Seguem-se agora outras três em Marrocos. Quais as tuas expetativas?

Agora vou jogar a primeira de duas fases em Marrocos. Já estou mais bem adaptado aos ferros novos da Titleist, o que não aconteceu nos primeiros torneios. Tenho mais ritmo competitivo e como tenho jogado sempre bem em Marrocos, isso dá-me mais confiança para fazer bons resultados.

O ano passado terminaste em 9º na Ordem de Mérito. Este ano queres chegar ao top-5 e assim garantir um cartão para o Challenge Tour?

Tenho estado perto de conseguir essa meta, mas falta sempre alguma coisa que me impede. Mas este ano tenho um grupo de pessoas por de trás de mim que me ajudam em certos campos, o que me permite aliviar a mente para me focar 100% no jogo e conseguir o objetivo do Top-5 no circuito alemão.

Neste momento és 24º, a quase 3000€ do 5º. O que significa que precisas de um top-2. Sentes-te capaz de discutir uma vitória neste circuito?

Ainda estamos no princípio da época, ainda tenho muitos torneios pela frente e pelo que já mostrei nos anos anteriores sou sempre candidato à vitoria neste circuito.

Em 2010 conseguiste um 2º lugar no Amelkis Classic e venceste o Samanah Classic. O teu jogo está agora mais sólido do que nessa altura?

Com o passar dos anos tenho mais experiência. Em relação ao jogo podemos estar a jogar bem agora, mas de um momento para o outro isso pode mudar. Estou confiante e sinto-me preparado para ter uma boa prestação.

Como analisas a força do Pro Golf Tour? Por exemplo, Martin Kaymer, antigo número 1 mundial, já passou por lá. Há jogadores de top?

É um circuito competitivo. Há cerca de dez a quinze jogadores que lutam sempre pela vitória, muitos deles já jogaram no Challenge Tour anteriormente e outros têm alguns convites para participar em algumas provas do Challenge deste ano.

O número de torneios em Portugal tem vindo a crescer. Achas que a PGA Portugal tem vindo a desenvolver um trabalho sólido, depois de alguns anos em que os profissionais portugueses tinham de jogar lá fora para competir mais a sério?

Esta nova direção tem feito um bom trabalho. O calendário de provas tem vindo a aumentar e isso é um complemento para mim porque quando estou em Portugal posso competir e assim não perder o ritmo.

Quais os teus objetivos, nacionais e internacionais, para 2013? Os torneios da PGA Portugal são importantes?

O objetivo principal é chegar no mínimo ao Challenge Tour. Todos os torneios são importantes, os da PGA são sempre bons no caso de vitória para ganhar confiança e poder retribuir aos meus patrocinadores alguma publicidade.

Enquanto amador, tiveste vários duelos com o Ricardo Santos. Agora que o vês a brilhar no European Tour, isso faz-te acreditar que um dia também podes chegar lá?

Desde os 12 anos que conheço o Ricardo, tanto como amador como profissional viajámos e competimos muitas vezes juntos. Fico feliz por ele estar a jogar assim. Eu acredito que posso lá chegar porque em 2007 estive a uma pancada de entrar no European Tour.

Como olhas agora para o golfe amador? Com, por exemplo, o Pedro Figueiredo, o Ricardo Melo Gouveia, que estão a estudar e a jogar nos Estados Unidos – jogaram os últimos British Amateur e US Amateur –, o Gonçalo Pinto, entre outros...

O golfe nacional tem bons jogadores jovens, mas acho que é preciso haver muito mais do que uma mão cheia de jogadores para não ter só o Ricardo no tour. O Pedro e o Ricardo estão um pouco à frente do Gonçalo pela experiência que os dois primeiros estão a ter nos Estados Unidos. Vejo que vamos ter muitas alegrias destes jogadores.

É um pouco utópico, mas achas que é possível algum dia Portugal, até pelo clima e os campos que tem, ter o seu próprio circuito de qualidade internacional?

Eu acho que Portugal tem tudo o que é preciso para ter um circuito satélite ainda por cima estamos em vantagem porque podemos jogar o ano inteiro. Para que isso seja uma realidade nós precisamos de nos juntar a outros países para que isso possa acontecer. Porque não fazer um circuito com Espanha, Itália e Marrocos, talvez um “Sunshine Tour”....!!