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2013 em revista

2013 em revista

Publicado em 27 de Dezembro de 2013 às 23:00

O sueco Henrik Stenson não igualou os feitos de Luke Donald em 2011 e Rory McIlroy em 2012, quando venceram as Money List do European Tour e PGA Tour, mas fez história ao tornar-se no primeiro jogador a conquistar a Race to Dubai e FedEx Cup no mesmo ano.

Já Tiger Woods voltou a apresentar-se ao melhor nível e recuperou o estatuto de número 1 mundial, depois de cinco vitórias, embora nenhuma delas tenha ocorrido em majors.

McIlroy é que não conseguiu dar seguimento a um ano fenomenal e não obteve nenhum triunfo.

Em relação aos portugueses, e depois da vitória de 2011 no Open da Madeira que lhe valeu a eleição de Sir Henry Cotton Rookie of the Year do European Tour, Ricardo Santos teve um início de temporada fantástico, mas acabou por não conseguir apurar-se para a final da Race to Dubai.

José Filipe Lima é que está de volta à principal divisão do golfe europeu, depois de terminar o ano no 2º lugar do ranking do Challenge Tour.

A nível amador, o destaque vai para Pedro Figueiredo e para o CG Vilamoura.

O jogador português concluiu a sua carreira universitária em UCLA com duas vitórias (The Prestige e Western Intercollegiate), integrou a selecção europeia na prestigiada Palmer Cup, onde foi distinguido com o Michael Carter Award, e ainda foi nomeado finalista do Byron Nelson Award.

Antes de passar a profissional, ainda ajudou Portugal a qualificar-se para o Campeonato da Europa de 2015, sagrando-se depois campeão nacional da PGA Portugal.

Destaque ainda para a vitória de Gonçalo Pinto no Internacional Amador de Portugal e para o CG Vilamoura, que se tornou no primeiro clube português a sagrar-se campeão europeu de clubes.

 

European Tour

 

Henrik Stenson conquistou a Race to Dubai depois de vencer o DP World Championship – foi eleito Jogador do Ano –, confirmando assim um final de época memorável, na qual chegou a número 3 mundial.

Já Ricardo Santos conseguiu cinco top-10, quatro dos quais nos seus primeiros seis torneios, e por muito pouco não assegurou um lugar no Jumeirah Golf Estates.

Num ano em que Peter Uihlein venceu o Open da Madeira – o americano foi eleito rookie do ano – e David Lynn impôs-se no Portugal Masters, o destaque vai também para o espanhol Miguel Angel Jimenez, que reforçou o seu próprio recorde de jogador mais velho a vencer no circuito, depois de revalidar o título no Open de Hong Kong com 49 anos e 337 dias.

Mas o torneio mais emocionante do ano foi, sem dúvida, o Open de Espanha.

Só após um longo playoff de nove buracos, o francês Raphaël Jacquelin conseguiu levar a melhor sobre o chileno Felipe Aguilar – foi eliminado no terceiro – e o alemão Maximilian Kieffer

Em 1989, no KLM Open, também só após nove buracos é que José Maria Olazábal se conseguiu desenvencilhar de Roger Chapman e Ronan Rafferty.

 

PGA Tour

 

Também do lado de lá do Atlântico, Henrik Stenson fechou a época com chave de ouro, impondo-se no Tour Championship para conquistar a FedEx Cup.

Contudo, foi Tiger Woods quem foi eleito Jogador do Ano.

É que as cinco vitórias do Tigre permitiram-lhe conquistar a Money List e reassumir a liderança do ranking mundial.

Jordan Spieth, que começou a temporada sem cartão – jogava apenas por convites dos patrocinadores –, somou uma vitória e foi o rookie do ano.

 

Majors

Apesar das cinco vitórias, ainda não foi desta que Tiger Woods somou o seu 15º major e aproximou-se do recorde de 18 de Jack Nicklaus.

Adam Scott tornou-se no primeiro australiano a conquistar o Masters, prova na qual o prodígio amador chinês Guan Tianlang se tornou no mais jovem jogador a passar o cut com 14 anos e 169 dias.

Justin Rose venceu o US Open, Phil Mickelson impôs-se  no British Open, enquanto o triunfo no PGA Championship foi para Jason Dufner.

 

Ladies European Tour e LPGA Tour

 

Suzann Pettersen teve uma época memorável, vencendo a Ordem de Mérito do Ladies European Tour (LET), depois de somar duas vitórias em três torneios no principal circuito europeu feminino – foi 4ª no outro.

A norueguesa, de 32 anos, somou mais três triunfos no LPGA Tour, aos quais juntou outros nove top-10, mas aí foi a sul-coreana Inbee Park quem levou a melhor na Money List, após conseguir seis (!) vitórias, três das quais nos três primeiros majors do ano.

Aliás, a número 1 mundial foi eleita Jogadora do Ano do circuito americano, que distinguiu também a tailandesa Moriya Jutanugam como rookie do ano.

Stacy Lewis também teve um excelente ano com três triunfos, incluindo o Women’s British Open, e 19 top-10 em 26 torneios.

No LET, a escolha para este prémio recaiu sobre a inglesa de 17 anos Charley Hull.

Como não podia deixar de ser Lydia Ko também merece uma nota de destaque.

Ainda antes de se tornar profissional, a prodígio neozelandesa, de origem sul-coreana, de apenas 16 anos, venceu mais dois torneios (New Zealand Women’s Open, co-sancionado pelo LET E ALPG Tour, e revalidação do título do Canadian Women’s Open do LPGA Tour), e impôs-se posteriormente no World Ladies Masters do KLPGA Tour, apenas no seu segundo torneio como ‘pro’.

Em 2013, disputou-se também a prestigiada Solheim Cup, uma espécie de Ryder Cup feminina, com uma clara vitória da Europa sobre os Estados Unidos por 18-10.

Os oito pontos de diferença é a maior margem jamais conseguida na competição, que viu a sueca Caroline Hedwall tornar-se na primeira jogadora a vencer os cinco matches em que participou.

A inglesa Charley Hull, de apenas 17 anos, tornou-se na mais jovem jogadora a participar na prova.

 

Champions Tour e Senior Tour

 

O alemão Bernhard Langer foi o vencedor da Money List do Champions Tour pela quinta vez em seis anos, a segunda consecutiva, mas foi Kenny Perry quem se sagrou Jogador do Ano.

Já Rocco Mediate foi eleito rookie do ano.

Um ano após a eleição de melhor novato do European Senior Tour, Paul Wesselingh venceu o John Jacobs Trophy.

O inglês, de 51 anos, somou quatro vitórias para conquistar a Ordem de Mérito

 

Challenge Tour

 

José Filipe Lima assegurou o regresso ao European Tour, depois de terminar no 2º lugar do ranking do Challenge Tour.

Apesar de não ter somado nenhuma vitória, o luso-francês conseguiu nove top-10, entre os quais três segundos lugares, dois terceiros e um quarto, para se juntar a Ricardo Santos entre a elite.

Assim sendo, para o ano teremos pela primeira vez, simultaneamente, dois portugueses no European Tour.

 

Outros circuitos

 

Hideki Matsuyama tornou-se no mais jovem jogador de sempre e no primeiro rookie a vencer a Ordem de Mérito (OM) do Japan Golf Tour.

O antigo número 1 mundial amador, de 21 anos, tornou-se profissional em abril, somando cinco vitórias.

O tailandês Kiradech Aphibarnrat impôs-se confortavelmente na OM do Asian Tour, enquanto o sul-africano Dawie van der Walt conquistou a do Sunshine Tour.

Já Adam Scott, que falhou por pouco a Triple Crown australiana, venceu a do PGA Tour of Australasia.

 

Pro Golf Tour

 

Nuno Henriques e Tiago Cruz tinham como objetivo garantir a promoção ao Challenge Tour via Pro Golf Tour, mas a verdade é que nenhum deles foi feliz no circuito alemão.

O madeirense até conseguiu sete top-10, mas acabou no 18º lugar da OM, a mais de 5000€ do 5º, o último de acesso à segunda divisão do golfe europeu, enquanto Tiago Cruz somou uma vitória no Red Sea Egyptian Classic e outros três top-10, foi 19º.

 

Os portugueses

 

Apesar de um início de temporada fulgurante, que contribuíu decisivamente para assegurar o cartão do European Tour para 2014 ainda antes da primavera, Ricardo Santos não conseguiu o objetivo de jogar a final da Race to Dubai.

Contudo, o Rookie do Ano de 2012 não pode deixar de estar satisfeito com o seu ano e no próximo terá a companhia de José Filipe Lima no principal circuito europeu.

Apesar de não ter somado nenhuma vitória no Challange Tour, o luso-francês realizou um ano bastante consistente e foi 2º no ranking do circuito.

Hugo Santos, irmão de Ricardo, perdeu o título de profissionais da PGA Portugal, mas sagrou-se nº1 da Ordem de Mérito (OM) portuguesa.

E além disso, conquistou a OM do Spanish Swing do Jamega Golf Tour.

Tiago Cruz e Nuno Henriques não alcançaram as suas pretensões de chegar ao Challenge Tour via Pro Golf Tour, embora o estorilense tenha conseguido somar uma vitória no Egito.

A nível amador, Pedro Almeida (Oporto) e Susana Mendes Ribeiro são os novos campeões nacionais, enquanto a jogadora de Miramar fez a “dobradinha” ao conquistar a Taça FPG – prova que tinha vencido em 2011 e sido finalista em 2012.

Miguel Gaspar, que se tornou profissional recentemente, impôs-se no quadro masculino.

Em relação aos clubes, Quinta do Peru (Senhoras) e CG Vilamoura (Homens) foram os campeões nacionais, com os algarvios a juntarem esse título ao Campeonato da Europa de Clubes, na Aroeira.

Gonçalo Pinto, outro recém-profissional, João Carlota e Nathan Brader, foram os protagonistas deste momento histórico, que coroou o primeiro clube português como campeão europeu, já depois do primeiro ter conquistado o Internacional Amador de Portugal.

Pedro Figueiredo também mereceu, obviamente, o nosso destaque.

Aquele que é considerado por muitos como melhor amador de todos os tempos despediu-se em alta como amador em UCLA (Estados Unidos), mas teve um arranque de carreira profissional mais complicado.

Falhou os três primeiros cuts no Challenge Tour, antes de se sagrar campeão nacional de profissionais da PGA Portugal com autoridade.