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Gonçalo Pinto: Trabalho e dedicação para chegar ao topo

Gonçalo Pinto: Trabalho e dedicação para chegar ao topo

Publicado em 25 de Fevereiro de 2014 às 23:00

Gonçalo Pinto é um dos grandes valores do golfe nacional da atualidade. Depois de uma carreira amadora recheada de êxitos, onde se destacam vários títulos nacionais, bem como um Internacional Amador ou um Europeu de Clubes, o algarvio faz-nos acreditar, em entrevista à Golf 4 You, que é possível ver a bandeira portuguesa ainda mais elevada por esse mundo fora. Primeiramente, Gonçalo Pinto quer tentar discutir vitórias no circuito alemão do Pro Golf Tour, mas o objetivo principal é chegar rapidamente ao European Tour.

 

Golf4You (G4Y) – Antes de te tornares profissional, sagraste-te campeão europeu de clubes pelo CG Vilamoura. Foi um sentimento de dever cumprido? 

Gonçalo Pinto (GP) – Posso dizer que sim. Era um dos objetivos que tinha proposto para o ano de 2013. Foi uma forma muito especial de terminar a época, sabendo da importância que este título tinha, não só para o CG Vilamoura, como também para o meu treinador Joaquim Sequeira. 

G4Y – Dominaste por completo o golfe amador a nível nacional. Foste campeão nacional em todos os escalões… 

GP – Fui campeão nacional 7 vezes em todos os escalões e venci uma Taça da Federação, mas senti que precisava de continuar a crescer como jogador e para isso tinha de competir junto dos profissionais onde o nível de exigência é mais elevado. Desde miúdo que tinha o objetivo de ser profissional de golfe e no final do ano passado senti que o meu jogo estava preparado para este novo desafio. 

G4Y – É verdade que também conseguiste bons resultados internacionais e chegaste a integrar a seleção europeia no prestigiado Jacques Leglisé Trophy. Isso fez-te acreditar ainda mais no teu potencial? 

GP – Sim. Jogar a Jacques Leglise Trophy foi um dos momentos mais especiais da minha carreira amadora. Qualquer jogador de sub-18 sonha com esse momento. Saber que estava entre os 10 melhores jogadores europeus fez-me acreditar ainda mais no meu valor e que todo o meu trabalho árduo ao longo dos anos estava a começar a dar frutos. 

G4Y – Em 2012 tinhas igualmente te tornado bicampeão nacional amador e vencido o Campeonato Nacional de profissionais. Isso também te convenceu ainda mais a tomar a decisão de dar o “próximo passo”? 
GP – Sem dúvida que foram duas vitórias muito importantes, mas no final de 2012 sentia que me faltava algo mais, uma vitória internacional. Tinha noção que estava bastante perto de o conseguir e que era uma questão de tempo e paciência. Acabei por atingir esse objetivo num torneio muito especial como o Internacional de Portugal. 

G4Y – Também em 2012 certamente viveste um dos teus piores momentos da tua curta carreira. Falhaste o Mundial Amador por equipas na Turquia, devido a uma não conformidade administrativa para com a ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal). O que se passou? Na altura a FPG fez questão de sublinhar que nunca acusaste análises positivas e lembrou que foste o golfista que mais vezes foi sujeito a controlo antidoping em competição. 
GP – Foi uma falta de atenção minha parte perante uns formulários que tinha como dever preencher e enviar  para a ADoP. Acabei por deixar passar os prazos e fui penalizado por isso.  

G4Y – Desde muito jovem que te dedicas ao golfe…

GP – Desde dos meus quatro anos que comecei a dar os primeiros “toques” em Vilamoura. Foi nos campos Oceânico Vilamoura que cresceu a minha paixão pelo golfe. Lembro-me de quando tinha 7 /8 anos no verão treinava de manha à noite todos os dias. Já nessa altura tinha dentro de mim o sonho de vir a ser profissional de golfe. O meu pai quem sempre me incentivou a lutar pelo meu sonho e desde cedo me mostrou o caminho certo para atingir tudo o que queria. Foi muito importante ter uma pessoa presente que me orientasse e que me ajudasse a tomar as decisões certas. Foi sem dúvida quem me incentivou mais juntamente com a minha mãe que desde sempre deu e dá tudo o que tem para que nunca me falte nada. 

G4Y – Nunca pensaste jogar, por exemplo, no circuito americano universitário?  

GP – Cheguei a ter abordagens de algumas universidades do circuito americano, mas a minha vontade era desenvolver o meu jogo cá, onde sabia que tinha todas as condições para evoluir e atingir os meus objetivos. 

G4Y – O Pedro Figueiredo teve um percurso notável em UCLA, mas não conseguiu os resultados que todos pensávamos quando passou a profissional. Isso não te fez pensar duas vezes antes de tomar a decisão? 

GP – A minha decisão foi tomada por estar confiante no meu potencial e acreditar no meu jogo. Senti que era a altura certa para o fazer. O “figgy” sempre foi um jogador de grande nível que teve um percurso extraordinário ao longo da sua carreira como amador, creio que é uma questão de tempo até ele voltar à sua melhor forma.  

G4Y – Já jogaste alguns torneios desde que te tornaste profissional. Qual a principal diferença que encontras para o golfe amador? 

GP – A responsabilidade é maior. Estamos por nossa conta agora. A pressão e a ansiedade de querer fazer as coisas bem no inicio pode influenciar um pouco o jogo. É uma sensação nova e um processo de aprendizagem pelo qual todos passam nos primeiros tempos. 

G4Y – Normalmente diz-se que a pressão de jogar por dinheiro influencia o rendimento de um jogador… 

GP – É uma realidade diferente sem dúvida, a pressão é acrescida. Há que aprender a lidar com isso até nos sentirmos confortáveis com a situação, para isso só jogando torneios e passando por elas. Mas no fim o foco do meu trabalho é para conseguir bons resultados e vitórias, o dinheiro depois virá naturalmente.  

G4Y – Todos sabemos as dificuldades que os jogadores de golfe têm em arranjar patrocínios que lhes cubram as despesas (Viagens , alojamento, refeições e inscrições para os torneios). Tens sentido essas dificuldade em arranjar apoios?

GP – Infelizmente em Portugal não há ainda a cultura de particionar jogadores de golfe. As empresas ainda não se aperceberam das mais valias que o apoio a um jogador profissional lhes pode trazer. Por esse motivo não têm sido fácil…

G4Y – Que tipo de empresas tens contatado?

GP – Tenho uma pessoa que têm me ajudado nesse aspeto . Mas tem se falado com muitas empresas umas ligadas ao golfe e outras não .

G4Y – Já tens o ‘budget’ para 2014 completo?  

GP – Ainda não, mas já tenho o suficiente para começar a época. E tenho a esperança que com o trabalho que se têm feito se consiga o dinheiro necessário.

G4Y – Na atual conjuntura financeira, o que podes prometer a eventuais patrocinadores?

GP – Só posso prometer trabalho e dedicação! Claro que estarei sempre disponível para os meus patrocinadores e saberei honrar cada € que invistam na minha carreira . Eu e as pessoas que me rodeiam vamos trabalhar para que a minha imagem e a dos meus patrocinadores tenha a máxima divulgação nos meios de comunicação.  

G4Y – Sei que pretendes jogar no Pro Golf Tour. Será uma boa oportunidade para testar o teu jogo?  
GP – Achei interessante jogar este tour pelo bom nível competitivo que tem.  Sinto que tenho condições para fazer bons resultados e dá-me a oportunidade de ter uma época bem preenchida. O Tiago Cruz e o Nuno Henriques dizem que é um tour bem organizado, disputado em campos excelentes ao longo do ano. Viajar com eles, mais o Figgy e o Miguel Gaspar acaba por ser outro fator positivo. 

G4Y – Quais são os objetivos para 2014 ?

GP – Tenho como objetivo alcançar o Challenge Tour através do Pro Golf Tour ou da escola de qualificação para o European Tour. Sinto que tenho capacidade e acredito que com muito trabalho e dedicação, em conjunto com as pessoas certas, irei alcançar este objetivo.

G4Y – Chegar ao European Tour é com certeza um objetivo teu. Ver lá o Ricardo Santos faz-te acreditar ainda mais nessa possibilidade?  

GP –Sem dúvida. Ver o Ricardo no topo dá-nos uma motivação maior para querer chegar junto dele. Todos conhecemos o percurso do Ricardo. É difícil, mas acredito que juntamente com muito trabalho e dedicação irei chegar a esse nível e jogar nos grandes palcos do mundo do golfe.