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2014 em revista

2014 em revista

Publicado em 26 de Dezembro de 2014 às 23:00

Os dois majors este ano conquistados por Rory McIlroy foram determinantes para repetir as vitórias de 2012 nas Money List do European Tour e PGA Tour. Contudo, o feito alcançado por Henrik Stenson no ano passado, quando juntou a Race to Dubai e a FedEx Cup continua a ser único. Apesar de ter sido o número 1 europeu, o norte-irlandês, igualmente líder mundial, perdeu para Billy Horschel a taça do lado de lá do Atlântico. Já depois de um excelente ano 2013 com cinco vitórias, Tiger Woods não esteve tão bem e o seu eterno problema nas costas voltou a apoquentá-lo.

Em relação aos portugueses, Ricardo Santos e Filipe Lima perderam os cartões do European Tour, Tiago Cruz sagrou-se campeão nacional e número 1 da Ordem de Mérito da PG Portugal, acabando com uma hegemonia de três anos de Hugo Santos, vencedor do PGA Professional Championship of Europe, campeonato europeu para profissionais de clube. Já Ricardo Melo Gouveia, que passou a profissional após ter ajudado a Europa a conquistar a Palmer Cup, estreou-se a vencer no Challenge Tour, e ficou a apenas uma pancada de se qualificar para a final do circuito no Dubai e chegar ao principal circuito europeu na Escola de Qualificação. Isto além de se ter tornado no melhor português no ranking mundial. 

A mudança de António Rosado para a África do Sul revelou-se acertada, pois somou cinco triunfos no IGT Tour e venceu a Ordem de Mérito do circuito satélite daquele país.

 

European Tour

As vitórias de Rory McIlroy no final do verão impulsionaram-no para a conquista da Race to Dubai. Mas parece ter sido o final do noivado com a tenista Caroline Wozniacki a retirar-lhe alguma pressão. Dias depois de ter rompido com a dinamarquesa, o norte-irlandês conquistou a prova-bandeira do European Tour (BMW PGA Chgampionship) em maio e voltou a surgir em força em meados de julho com três triunfos consecutivos – dois majors (British Open e PGA Championship), intercaladas por um World Golf Championship (Bridgestone Invitational). Já o americano Brooks Koepka, que em 2013 venceu por três vezes – depois de se ter estreado como profissional com um triunfo no no Challenge da Catalunha no ano anterior – foi eleito Rookie do Ano, depois de ter conquistado o Turkish Airlines Open.

O Open da Madeira deste ano ficou marcado pela morte do caddie Iain McGregor e Alexander Levy foi quem melhor se adaptou à chuva de Vilamoura e venceu o Portugal Masters, reduzido a 36 buracos.

Ricardo Santos acabou por ficar no 117º lugar da Race to Dubai – próximo dos 115 primeiros – e ficou com uma categoria limitada, enquanto Filipe Lima foi “forçado” a terminar a temporada mais cedo devido a uma lesão nas costas.

Ricardo Melo Gouveia, depois de um final de época brilhante, não conseguiu o cartão do European Tour via Escola de Qualificação por uma pancada.

 

PGA Tour

Apesar de não ter conquistado a FedEx Cup – foi para Billy Horshel –, Rory McIlroy foi eleito Jogador do Ano. Tal como no European Tour, as duas vitórias em majors e no Bridgestone Invitational tiveram um peso importante na decisão. O número 1 mundial terminou todos os seus 17 torneios no top-25. Já Chesson Hadley, quem em 2013 venceu por duas vezes no Web-com Tour e no ano passado foi o único estreante a vencer (Puerto Rico Open), assegurou a distinção de Rookie do Ano.

A inspiração de umas curtas férias no Algarve não serviram de inspiração para Tiger Woods, que
depois cinco triunfo em 2013, desiludiu e num ano marcado pelas lesões nas costas, ficou pela terceira vez um ano sem ganhar, tal como tinha acontecido em 201o e 2011 – embora em 2011 ainda tenha vencido o “seu” exclusivo Chevron World Challenge.

 

Majors

Além das vitórias de Rory McIlroy no British Open e PGA Championship – ficou a “apenas” um Masters do Grand Slam de carreira -, foi Bubba Watson quem inaugurou os triunfos em Majors, ao conquistar o seu segundo “casaco verde” em três anos. O alemão Martin Kaymer, que tinha vencido o PGA Championship em 2010, conquistou o US Open.

 

Ryder Cup

A Europa voltou a vencer a Ryder Cup. No famoso match bienal, realizado este ano em Gleneagles, na Escócia, a equipa
capitaneada por Paul McGinley revalidou o título conquistado há dois anos em Medinah e somou o oitavo triunfo, o terceiro consecutivo, nas últimas dez edições. Os americanos sentiram a pesada derrota por 11,5-16,5 e desencaderam uma ‘task force’ para encontrar um sucessor para Tom Watson.

 

Challenge Tour

O inglês Andrew Johnston venceu a Ordem de Mérito, mas foi o francês Benjamin Hebert quem mais brilhou ao repetir as três vitórias de 2011 para ganhar uma promoção automática para o European Tour. Ricardo Melo Gouveia também esteve em bom plano na reta final da temporada, conquistando inclusivamente o EMC Golf Challenge Open. O português ficou muito perto de conseguir o apuramento para a final do Dubai, acabando por fazer um bogey no último buraco em Omã e ficar de fora do top-45 por apenas um shot.

 

 

European Senior Tour e Champions Tour

Num ano em que o European Senior Tour regressou a Portugal, para a realização do Senior Open de Portugal, no Vidago Palace, ganho por Tim Thelan, o campeoníssimo Colin Montgomerie conquistou a Ordem de Mérito no ano da sua estreia no circuito. No Champions Tour foi o antigo número 1 mundial, Bernhard Langer, quem dominou.

 

LET e LPGA Tour

Nos circuitos femininos, a inglesa Charley Hull tornou-se na mais jovem Jogadora do Ano do Ladies European Tour (LET) ao ser distinguida com apenas 18 anos. Já a galesa Amy Boulden foi eleita Rookie do Ano, sucedendo precisamente a Hull.

No LPGA Tour, a prodígio neozelandesa Lydia Ko conquistou a inaugural Race to CME Globe e tornou-se-se na primeira jogadora a superar a barreira dos $2M em prémios nume só época. A jogadora, de 17 anos, somou três triunfos este ano e terminou o ano como número 2 do mundo. Por sua vez, a americana Stacy Lewis venceu a Money List do circuito e ainda foi distinguida com o Vare Trophy (melhor média de resultados) e eleita Jogadora do Ano.

Já a sul-coreana, Inbee Park, lidera o ranking mundial.

 

IGT Tour

António Rosado conquistou a Ordem de Mérito do circuito satélite sul-africano do IGT Tour, depois de somar cinco vitórias e outros nove top-10 nos 30 torneios que realizou, totalizando pouco mais de 5600 em prémios monetários. O campeão nacional de profissionais em 2009 conseguiu assim um lugar na Escola de Qualificação do Sunshine Tour, principal circuito da África do Sul, que se joga entre 21 e 25 de janeiro,.

 


Outros circuitos

O japonês Komei Oda venceu dois torneios este ano no Japan Golf Tour e conquistou a Money List do circuito com mais de 14 mil ienes de vantagem sobre o veterano Hiroyuki Fujita, apesar dos três títulos deste.

No Asian Tour foi o californiano, de origem sul-coreana, David Lipski a impor-se na Ordem de Mérito (OM). Para isso, em muito contribuiu a sua vitória no playoff do Omega European Masters, um torneio co-sancionado pelo European Tour, que se joga na Suíça – foi o primeiro evento do co-sancionado pelo circuito jogado na Europa.

Greg Chalmers venceu o último torneio do ano no PGA Tour of Australasia para repetir o triunfo de 2011 no circuito e assim suceder a Adam Scott.

No Sunshine Tour ainda falta jogar-se o Open da África do Sul, de 8 a 11 de janeiro de 2015, também  co-sancionado pelo European Tour, para fechar as contas da Ordem de Mérito. Neste momento é Danie van Tonder quem lidera a OM do circuito

 

Portugueses

Ricardo Santos e Filipe Lima não tiveram a melhor das temporadas no European Tour e perderam o estatuto de membros efetivos, embora o primeiro ainda ficado com um categoria que lhe permite jogar muitos torneios do circuito.

Depois de ter sido “vice” em 2012 e 2013, Tiago Cruz sagrou-se campeão nacional de profissionais depois de bater precisamente Ricardo Santos no play-off e colocou um ponto final na hegemonia de três anos do irmão deste, Hugo, como número 1 da Ordem de Mérito da PGA Portugal. Hugo Santos que venceu cinco vezes, incluído o PGA Professional Championship of Europe da PGA’s of Europe pela terceira vez em quatro anos (2011, 2012 e 2014). Quem também conseguiu cinco vitórias em 2014 foi António Rosado no IGT Tour da África do Sul, enquanto Ricardo Melo Gouveia merece igualmente destaque pelo seu triunfo na despedida da UCF e por ter ajudado a Europa a conquistar a Palmer Cup (recebeu mesmo o Michael Carter Award), antes de se tornar profissional. E num final de ano alucinante, o algarvio conseguiu a sua primeira vitória no Challenge Tour, ficou a apenas uma pancada da final do circuito no Dubai e novamente a um shot de conseguir o cartão do European Tour na Escola de Qualificação.

A nível amador, João Carlota (Homens) e Susana Mendes Ribeiro (Senhoras) sagraram-se os números 1. Ambos passaram a profissionais e Carlota já ajudou mesmo a PGA Portugal a conquistar a sua primeira Taça Manuel Agrellos. Tomás Silva e Susana Mendes Ribeiro sagraram-se campeões nacionais, e Victor Lopes e Joana Silveira impuseram-se na não menos prestigiada Taça da Federação Portuguesa de Golfe. Apesar de não terem conseguido revalidar o título europeu de clubes, o Clube de golfe de Vilamoura não deixou de ter uma participação honrosa, terminando a prova, reduzida a uma volta devido ao mau tempo, empatado no primeiro lugar. Contudo, o terceiro resultado da equipa acabou por ser usado para desempate e relegou os algarvios para o segundo lugar.