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Entrevista a Ricardo Santos - Objectivo European Tour

Entrevista a Ricardo Santos - Objectivo European Tour

Publicado em 17 de Janeiro de 2011 às 23:00

A Índia foi o local escolhido por Ricardo Santos começar a nova temporada. Na última semana, o algarvio, que na temporada passada terminou como número 2 da Ordem de Mérito da PGA Portugal, apenas superado por José Filipe Lima, arrancou um brilhante 9º lugar no The Gujarat Kensville Challenge, prova de abertura da nova temporada do Challenge Tour.

Um resultado que vai de encontro às pretensões de Ricardo Santos terminar no top-20 do ranking do circuito que abre as portas do European Tour.

Ricardo SantosAgora, o Challange Tour vai parar para regressar em força em Março, com o Abierto International Copa Antioquia, na Colômbia.
Até lá, Ricardo Santos vai procurar manter o ritmo competitivo em provas do Iberian Golf Tour, circuito reconhecido pela PGA de Espanha, e do qual foi o vencedor no seu ano de estreia, em 2010, e do Alps Tour.
Sempre com um único objectivo: chegar ao principal circuito europeu.
Numa análise ao golfe nacional, Ricardo Santos está satisfeito com o empenho da nova direcção da PGA Portugal nestes primeiros meses e entende que uma vitória da candidatura portuguesa à organização da Ryder Cup'2018 seria importante para acelerar o desenvolvimento do golfe nacional.
Lá por fora, considera que a “queda” de Tiger Woods mostrou que este não é imbatível.

Ricardo SantosQuais as tuas perspectivas para a nova época?

Eu não gosto muito de falar em resultados, mas as perspectivas são de pôr em prática aquilo que tenho treinado. Vontade e querer em conseguir bons resultados não faltam, mas por vezes jogamos bem e o resultado não sai e outras jogamos menos bem e o resultado acontece. Por isso, só posso dizer que os meus objectivos são trabalhar para atingir o objectivo que é chegar ao European Tour. Tenho trabalhado e vou continuar a trabalhar nesse sentido.

Que análise fazes do ano que passou?

O Portugal Masaters foi sem dúvida o ponto alto e uma experiência fantástica. Tive várias lições nessa semana, especialmente no último dia. Senti emoções que nunca tinha experienciado e retirei várias observações que acredito que me vão ser bastante úteis para o futuro.

Ricardo SantosJá vi que a tua aposta vai passar nesta fase por jogar algumas provas do Iberian Golf Tour e do Alps Tour. Vão servir para te preparar para a época no Challenge Tour?

Vou participar nestes torneios para manter o nível de jogo e o ritmo competitivo. Vão servir de preparação para os torneios do Challenge Tour e do European Tour que vou jogar.

O Edoardo Molinari foi um jogador que saiu do Challenge Tour e teve um enorme sucesso no European Tour. É motivador saber que um jogador pode sair preparado do Challenge Tour para se intrometer entre os tubarões, digamos assim?

Como toda a gente sabe, o Challenge Tour é um circuito bastante competitivo. É onde está a camada mais jovem de jogadores, e qualquer jogador que saia do Challenge Tour, principalmente os 20 primeiros que garantem o cartão para o European Tour, mas também outros, têm capacidade para competir no principal circuito europeu. E isso está mais do que provado. Vê-se pelo Edoardo Molinari e muitos outros que saíram de lá e conseguiram afirmar-se.

Fizeste alguma preparação especial para a nova temporada?

Sim, estou a mudar algumas coisas no meu movimento para me dar mais consistência. O treino de jogo curto continua o mesmo, porque é muito importante e isso tem continuar sempre.

O ano passado estiveste muito perto de conseguir um brilharete no Portugal Masters. Isso fez-te encarar a nova temporada com mais optimismo?

Sim, o Portugal Masters foi a comprovação que posso estar lá e jogar bem ao lado de qualquer jogador.

Quais os teus sonhos?

Obviamente tenho vários, mas para já o primeiro de todos passa por entrar no European Tour.

Ricardo Santos

Apesar de a nova direcção da PGA Portugal ter tomado posse há pouco tempo, que opinião tens sobre eles? Notas algumas diferenças?

Sim, há uma enorme força de vontade por parte do Zé (n.d.r.: presidente José Correia) e da nova direcção e espero que tenham o maior sucesso. Espero que as empresas em Portugal ajudem a PGA, porque esses apoios são muito importantes para ajudarem a colocar a PGA onde deve estar.

Como vês o crescimento do golfe em Portugal?

Acho que o golfe tem crescido bastante nos últimos anos e os resultados falam por isso mesmo.

E a candidatura de Portugal à organização da Ryder Cup? Era positivo para a afirmação do golfe em Portugal e lá fora?

Sem dúvida que era positivo em todos os aspectos. Em termos de torneios e apoios ao golfe, apoios a nível nacional e aos jogadores nacionais... Tudo isso seria uma mais valia para todos nós e para Portugal.

Ricardo SantosA Europa teve uma temporada inesquecível. É importante para o moral dos jogadores europeus?

Os europeus tiveram, se calhar, o melhor ano de todos os tempos. E isso motiva os jogadores e dá confiança aos outros que não estiveram lá.

Como viste Lee Westwood destronar Tiger Woods?

É importante para os outros jogadores terem o feeling e a sensação de que afinal é possível chegar ao topo. E que o Tiger Woods não é imbatível.