Open de Portugal muda de “casa”

Depois de três anos no Morgado Golf Resort, o Open de Portugal vai mudar-se para o Royal Óbidos nos próximos três.

 “O que temos acordado com o Royal Óbidos é que, entre 2020 e 2022, seja um torneio do Challenge Tour. Para nós, é muito importante ter um torneio no Challenge Tour”, sublinhou o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Miguel Franco de Sousa hoje, na apresentação da prova, em Cascais.

“Fazermos esta competição é a única forma de darmos oportunidades de jogo no Challenge Tour a jogadores que não tenham o cartão. O Ricardo Melo Gouveia beneficia de um cartão full para 2020, não vai beneficiar destes wildcards e é uma grande honra para nós tê-lo no nosso torneio. Mas outros como o Tomás Santos Silva, o João Carlota, o Tomás Bessa, o Tiago Cruz, enfim, tantos outros jogadores, beneficiam muito pelo facto de organizarmos o Open de Portugal como uma prova do Challenge Tour”, disse.

Alain de Soultrait, diretor-geral do Challenge Tour, anunciou que o número de participantes será reduzido para “144 jogadores em vez de 156”, referindo, no entanto, que o número de convites para portugueses competirem no Challenge Tour em 2020 irá manter-se na ordem dos “40”.

Ricardo Melo Gouveia, que este ano não conseguiu a permanência no principal escalão, após quatro anos entre a elite, mostrou-se com ambição.

“O meu objetivo principal é voltar ao European Tour. Ganhar o cartão e, porque não, tentar vencer o Challenge Tour outra vez, tal como fiz em 2015. Foi a minha melhor época, senti que em qualquer torneio tinha hipótese de ganhar”, lembrou.

“Espero que para o ano voltem essas memórias e energias”, vincou Melinho.

“Neste momento, não penso muito na qualificação olímpica, mas com bons resultados no início do ano, pode ser que entre no ranking olímpico. Repetir a presença de 2016 nos Jogos Olímpicos é igualmente um dos meus objetivos”, apontou.

Já o bicampeão nacional, Tomás Silva, outro dos anfitriões da cerimónia, disse que também sonha chegar ao European Tour, mas vê o Open de Portugal como uma das muitas etapas que sente ter pela frente.

“Em 2020, se houver oportunidade, irei querer jogar alguns torneios do Challenge Tour, mas vou estar cem por cento focado no Alps Tour (uma das terceiras divisões europeias), porque penso que será por aí que chegarei ao Challenge Tour em 2021 e, quem sabe, a partir daí, atingir os meus objetivos (de European Tour)”.

A 58ª edição do Open de Portugal, que terá como “padrinhos” os apresentadores da RTP Jorge Gabriel e José Rodrigues dos Santos, realiza-se entre 17 e 20 de setembro do próximo ano e terá um prize money de 200 mil euros.

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